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Pergunto-me algumas vezes se este lugar tem leitores. E se os tiver o que esperarão eles deste lugar. A verdade é que sendo este o meu lugar, não é se não uma ínfima parte de mim onde algumas ideias, pensamentos, sensações, impressões, sentimentos e realidades vagueiam e surgem expostos e partilhados, ao sabor do que dita a minha vontade para o fazer. Este lugar não tem, nunca teve e duvido que algum dia venha a ter carácter de diário da minha vida pois, para além de pouco interesse, a isso nunca me consegui obrigar. Sou um eterno auto-indomado ganhando a minha vontade contra a minha determinação própria – sempre!

Estou quase sobre directa e ditou a minha vontade caprichosa que, em vez de dormir, hoje seria actualizado este espaço. Um post diferente. Desta vez: um relato de mim e do meu dia, porque também os vivo… Têm dito, algumas bocas críticas e sempre bem-vindas, que o blog está demasiado “deprimente”. Um melodrama constante e quase contínuo, quase sempre, em tons que roçam o poético. E em resposta a esses digo apenas que pouco mais sobra da minha realidade se não essa constatação melodramática da mesma.

Tão frequente, ouvimos nós dizer, que o dia começa com o amanhecer e um belo despertar. Pois, por muito que os tivesse procurado hoje, não os encontraria! Assombrado por uma insónia que deitou por terra quaisquer planos de deitar cedo e conseguir um sono reparador e rejuvenescente não me foi assim possível despertar, deixando-me o dia de hoje sem começo certo e o dia de ontem com final incerto. O trabalho decorreu com a agradável reviravolta da transformação do que seria um dia difícil e agitado na calma e facilidade de uma nova experiência. Embora deva fazer um pequeno reparo crítico à organização profissional e burocrática do mundo cinzento e emaranhado que é o Hospital de Santa Maria! E seguir-se-ão alguns dias de bom descanso, pelo menos assim espero.

Já em casa, fui abatido por uma leda pasmaceira que me arrastou para um estado de quase prostração e pé ante pé caminhando para o sono que acabou por se dissipar com chamadas telefónicas e investidas na internet – forte dependência de um ser solitário – qual espelho mágico da bela adormecida que por vezes não o é em sonhos mas sim na vida. E nesse espelho mágico surgiu a agradável surpresa. O filme que há tanto tempo esperava e ansiava finalmente disponível – Do Começo Ao Fim.



Foi então do começo ao meio e não ao fim como seria de se esperar, pois o ficheiro estava afinal corrompido em metade, que vi de um trago único, quase sem respirar, esta trama única e profundamente provocante. A exposição da liberdade do amor verdadeiro despregado de sentido e empecilhos alegóricos que a ele são associados, quase como chumbos numa bóia que a fazem submergir em vez de emergir a luz da vida. Uma história de mim, de ti e de todos, tocante e envolvente, contada por belas personagens que envoltas numa fantástica realização construíram uma grande obra, mesmo ficando eu a meio dela. E, casualmente, já que tão perto quanto possível estamos do dia do pai, não deixar de notar uma menção à relação paternal e filial que de tão pura e reminiscente à natureza humana se torna, para lá da razão, tão verdadeira na percepção da essência do que somos na nossa verdade e brilhantemente aqui retratada. E esta não é mais se não a minha critica, obviamente.

O dia seguiu o seu rumo final na cadência lenta e aconchegante do sofá, da manta e do aquecedor perdido nas conversas, nos encontros e desencontros, no reviver do ontem e no planeamento do amanhã, na tentativa pouco clara de ajuda aos amigos… No alívio de nós mesmos e das nossas vontades, nos caprichos, e no final, ainda com algum tempo para o despego da realidade e mergulhando na sensação de pertença e envolvimento que os Irmão e Irmãs me permitem.

Do começo ao fim… foi mais um dia! E por fim dormirei, espero eu.




Após esta longa ausência estou de regresso. De regresso a vida e aos seus problemas tentando aceitá-los, superá-los e continuar em frente. Está a ser difícil. As férias, essas, terminaram. Foram boas, muito boas mesmo! A Suíça é um país muito bonito em cultura, paisagem natural e arquitectural. As pessoas são sui generis, talvez pelo clima. Esse é frio e bem frio!!! Ponto curioso: há portugueses em todo o canto do mundo, até no meio das montanhas, no fim do mundo na Suíça… Aproveitei nestas férias e fui ao Europa Park (Alemanha). Muito giro! Demasiado grande para um dia, mas muito muito giro! E também aí estavam portugueses, claro! E ainda na cidade Suíça de Basel (onde fiquei) aproveitei para me divertir e tornar radical a minha passagem, pois eles têm nesta altura muitas diversões porque estão em festa e eu sou doido por coisas que andem a roda e me virem ao contrário e coisas assim e fartei-me de andar nas diversões. Em especial uma delas de nome TRANSFORMERS. O melhor sem dúvida!!!

Também fiz compras, obviamente! Os chocolates são divinais assim como as salsichas (falo das mastigáveis e engolíveis para as mentes mais malvadas). Comprei montes de perfumes que lá são super baratos. E Trouxe duas canecas (eu faço colecção) muito fofas, uma dela toca música… E obviamente que comprei chocolates e mais chocolates, ao ponto de quase ter que pagar 46 euros de peso a mais…

Deixo como PS o comentário bem negativo aos francos suíços. São moedas que nunca mais acabam e as notas parecem pequenos papéis de brincar… não gostei.















Serve este post para aceitar e dar continuidade ao prémio que recebi em duplicado: Olha que blog Maneiro! (o primeiro prémio do blog!) Ele agradece e o seu autor também a todos aqueles que perdem algum tempo das suas vidas a passar por cá, a lê-lo, a ouvir o que vai tocando, a ver as imagens, enfim, a ver a expressão daquilo que vai surgindo nesta minha cabecinha ou coração… Claro que em especial tenho que agradecer ao MM e ao R_C_Y a distinção.

Estão, assim cumpridas duas das três regras deste prémio, passo à divulgação e distinção de mais felizes contemplados…. Suspense…. E os vencedores são:

Como forma de dar continuidade a esta cadeia deverão, os contemplados, proceder aos seguintes pontos:

  1. Exibir o selo do prémio;
  2. Publicar o link do bloguer que vos escolheu;
  3. Premiar outros blogs e notificá-los.

Em jeito de comemoração deixo uma nova música que encontrei enquanto escrevia este post.




Confesso, estava a morrer de curiosidades várias… Depois do convite aceite, armei-me com amiga de baixo do braço e eis que lá vamos nós, todos pimpões, rumo ao Casino Estoril. O espectáculo, esse, prometia mentes e olhos livres de preconceito frente a exposição de 8 rapazes que mostram, em nome da arte e sabe-se lá mais o quê, o que têm de mais íntimo (e não me refiro, claro, às suas almas) – Rapazes Nus a Cantar!.

Para quem não sabe o espectáculo, de origem americana, existe há 10 anos, tendo já sido realizado e adaptado em vários países. Surge em Portugal pelas mãos dos irmãos Feist. Como musical que é permite aos espectadores a música, representação, dança acerca do homem e do que o caracteriza: os seus órgãos genitais! E, para estar em completa consonância com o propósito, encontram-se pois, os ditos cujos, expostos.

Ora, porque gosto de espectáculos, cultura e musicais eis que tive curiosidade sobre tal, mais ainda sendo gay e podendo ver, integralmente, belos homens, na plenitude da sua essência que tanto amo! Contudo, devo confessar que cantar lá cantaram mas, a mim, não me encantaram…

Esperava uma temática focada na masculinidade no seu global e surge, quase maioritariamente, um musical gay! Seguia-se as vozes que, excepto duas ou três, não são capacitadas aos requisitos musicais da peça. As coreografias pareceram-me pouco trabalhadas e muito menos originais… Felizmente também ouve coisas boas, claro. De salvaguardar o grande talento do Nuno Feist ao piano, as musicas, embora a tradução/adaptação tenha ficado longe da perfeição, foram interessantes. Destaco um momento em especial, muito bonito e romântico, entre dois dos actores, para mim as melhores vozes e a melhor música do espectáculo.

Bom, e as pilas, o que vos tenho eu a dizer, … são pilas!!!

A noite seguiu nas slot machines, como não podia deixar de ser, em que joguei 5€ e tirei 20€… Para os invejosos ou invejosas, apenas digo que foi a primeira vez que aconteceu. Será que o azar no amor está agora a dar os seus frutos em retardado?

Para acabar mesmo, mesmo bem, só podia ser no bar, ao som de música ao vivo em frente a um grande gelado de brownie, gelado, nozes e chantilly com topping de morango…

Obrigado miga!

Sem dúvida doméstico. Dia 28 foi o dia do solteiro. Não fazia a mínima ideia que tal dia existia! Agradeço a um bloger simpático que deu essa informação… Acreditem ou não eu sentia que nesse dia tinha algo a comemorar e de facto tinha razão.

Não ao jeito de comemoração mas muito adequado à situação esteve o meu dia. Virei um autêntico homem doméstico! Desde que acordei até que fui trabalhar à noite lavei e sequei roupa, aspirei e lavei o chão, arrumei o quarto, dobrei roupa e fiz a cama, qual escrava Isaura. Podia o meu dia estar mais adequado à comemoração? Ora eis que no final do dia me questiona uma pessoa fixe, daquelas mesmo fixes, se fui doméstico ou domesticado…? Não se está mesmo a ver? Acreditando na sabedoria popular: antes só que mal acompanhado! Nem sempre estão certos os provérbios porém trazem consigo a aprendizagem de vida ao longo de gerações e gerações, por vezes os tempos é que mudam…

E que bela forma de descontrair antes do trabalho se não regressando à família que mais gosto? Bem-vindos Brothers and Sisters… Já tinha saudades vossas. O trama familiar envolvente, a paixão e intensidade de cada personagem, as promessas de mudança no enredo… o caos de vida de cada um que depressa passa a ser o de todos! Adoro esta série…! Recomendo a todos os interessados.

E hoje conheci mais uma daquelas pessoas que comummente se designam de in pack! Pelo menos acredito nisso mesmo. A estrela de David assenta-lhe muito bem para a protecção do seu coração na luta que vem travando – conseguirás um dia alcançar o que seja melhor para ti… Estarei aqui se precisares e bem-vindo a este meu pequeno cantinho.


Sem dúvida que sou alguém doméstico por domesticar… Não por opção mas porque assim é de momento... Aceitam-se candidatos, alguém se propõe?


Ler um livro é viver uma história que se funde com a nossa vida. Uma historia que dura enquanto durar a leitura. No final, o livro termina mas a vida continua…

Tenho andado ausente do blog e até um pouco da minha vida. Estou a empreender um esforço pessoal para me devolver a mim e à minha vida após o duro golpe que sofri. Se houver certo ou errado no amor, assumo que amei a pessoa errada.

Estou neste momento de férias, com família, numa diversão, por vezes quase forçada, e numa tranquilidade que abunda por estes sítios, aproveitando, ou tentando fazê-lo, nestes dias de calor. É-me por vezes difícil distanciar-me do passado e da dor que ainda sinto… Tenho-me refugiado no que me dá alguma satisfação: amigos, novos e antigos, lindos desconhecidos, passeios e aventuras, musica e leitura…

Terminei hoje um livro, o livro que aqui apresento, que me marcou. Principalmente porque fala de pessoas, mas acima de tudo porque fala de forma nua e crua, da humanidade das pessoas. No seu bom, menos bom e mau que todos temos. Nos que assumimos, escondemos, tememos e enfrentamos e, acima de tudo, nas perspectivas como cada um entende cada qual e com cada qual vive e deixa ser vivido… Senti muito do que li. Li muito do que senti e sinto nestes últimos tempos.

Ficou-me a grande questão: valerá amar e passar por tudo ou viver uma vida sem amar? Seja como for… Carpe Diem!?

About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...