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... temos que dar a volta por outro lado! E não temos nós outro remédio.

Antes de mais devo admitir a minha culpa no abandono deste cantinho. Não é esquecimento nem tão pouco desinteresse mas sim, apenas e só, circunstâncias da vida. Entre trabalho, formações, cursos, namorado, carro novo, o tempo tem sido pouco, mas bem aproveitado;)

E o dia de ontem seria supostamente de descanso se as coisas tivessem corrido como planeado! Mas não aconteceu... Esperava eu dormir até tarde, levantar sem pressas, ir ao ginásio e ganhar tempo até o namorado chegar, jantar e passar uma noite calma no trabalho. Esperava mas na verdade não passou da expectativa, pois nada correu como planeado.

Acordei tarde é certo e quando me preparava para ir ao gym apercebi-me que não tinha roupa lavada. Ora, para lavar roupa precisava do pijama que tinha vestido (pois já estava na hora de ver a máquina da roupa). Assim sendo, tinha que tomar duche para vestir algo lavadinho e já que ficava pronto porque não sair de casa? Decidi então ir às compras e dedicar-me à culinária (hobbie há muito esquecido).

A compra de meia-dúzia de coisas não demorou menos que 1hora, isto porque, para além dos dois carros de compras dos senhores à minha frente na caixa, tinham um filho que conseguiu estragar o alarme e sempre que passava de mãos no ar fazia-o disparar. Resultado, teve que vir um segurança, para o levar para uma sala e o revistar. Resultado: eu à espera! E o gajo ainda por cima era feio...

Finalmente em casa esperava-me o empreendimento de petit gateaux de chocolate e menta. Confiante que seria coisa rápida dei aso à imaginação com ajuda da vara de arames. Mais uma vez enganado. Achando que a receita era pequena vai, aqui o esperto, de duplica-la! para além disso, consegui trocar e, em vez de ler 8 gemas, li 8 claras! Resultado: tinha uma massa bem liquida que tentei a todo o custo engrossar (até o robot de cozinha por estrear eu fui buscar em desespero de causa!). Consegui não duplicar mas sim triplicar a receita no final de contas. Tinha massa para fazer petit gateaux para um batalhão! Mas só comprei formas para 12...

O que fazer com a restante massa? Resolução: um bolo. E para isso escolhi uma daquelas formas amovíveis. Tudo pronto a ir para o forno lá vai e eu dedico-me às toneladas de loiça que consegui sujar (entre atender o telemóvel que não parava de tocar).

Bastaram uns minutos para começar a cheirar a queimado! Só não conseguia perceber de onde... Depois de olhar 3 vezes para o forno percebi que a forma do bolo não era bem para este bolo e estava a verter a massa para cima da chapa do forno! Demorei umas boas 2 horas entre tirar os petit gateaux que já não o eram e passaram a ser mufins de chocolate e menta, a desencrostar o bolo queimado do forno e a salvar a restante massa e sim, acabar de lavar a loiça...

Conseguiu chegar o namorado e eu ainda na cozinha! Ainda nos divertimos um bocadinho (nem tudo pode correr mal) e la jantamos à pressa, mesmo assim consegui chegar tarde ao trabalho!

Quanto à noite, arrastei-me de sono pelos corredores, mas lá se fez. Agora que devia estar a dormir estou aqui a escrever este post...

Enfim, nem tudo corre como planeamos e ainda bem... se não, que piada tinha a vida?

Este não é um dos meus mas estavam bem parecidos e até sabiam muito bem.

É verdade que já estamos bem entrados neste novo ano mas à falta de oportunidade de vir a este cantinho só agora consigo desejar um Grande 2011 a todos os que por aqui passam (afinal ainda faltam 358 dias deste novo ano).

Que fique para traz o que de mau passou, que se esqueça o que de menos bom aconteceu, que fique na memória as coisas agradáveis da vida e que se festeje as coisas fantásticas, sempre e para sempre, nos anos vindouros. A ti, obrigado por surgires;)

Não pesem que me tinha esquecido. A última semana e que me roubou concentração e focagem entre tirar a carta (finalmente!) escolher e comprar o carro e trabalhinho, algum trabalhinho… Ser adulto custa. Se possível seria eternamente criança!

Retornando ao post em falta aqui fica a confirmação das minhas 7 verdades e o desmascarar das minhas 3 mentiras. Às apostas registadas lamento mas nenhum de vós ganhou o prémio. Mas houve quem o tivesse conseguido, embora não tenha apostado… Por isso, fica o prémio para Jackpot.

Ora, começando pelo princípio. “Ainda durmo com um cobertor de infância.” Completamente verdade. É uma dependência estranha entre mim e ele. Não é um cobertor específico mas sim qualquer um que tenha um rebordo num tecido de remates comum aos brinquedos dos bebés e bem fofinho. Até no trabalho eu arranjei um fiel substituto. E o que faço eu com ele? Passo os tão conhecidos sabugos, peles e unhas lascadas… Não perguntem mais mas sou dependente disso.

“Já assaltei uma casa.” Pois, é verdade. Quase que vejo a cara de choque dos que lêem. E se perguntarem o que roubei vos digo que foi um pequeno livro de imagens e orações. Era fofo e foi o que fascinou os meus olhinhos de 8 anos. Não passou de uma brincadeira (infeliz) de entrar numa casa desabitada. Mas, para todos os efeitos, constituiu um assalto.

“Já troquei prendas de natal sem ninguém saber e para meu benefício.” Outra verdade. Fazemos coisas tão mazinhas em crianças… A consciência é uma coisa tramada, tenho por hábito dize-lo. Pois, fi-lo por inveja da prenda. Entenda-se que estamos a falar de algo praticamente simbólico que era um pequenino jogo de legos.

“Não sei cozinhar.” Eis a primeira mentira. Sei cozinhar sim senhor. Aliás, adoraria ser cozinheiro e dedicar-me bem mais a essa tarefa. Prefiro os doces como molotof, semi-frios, bolos de chocolate mas também pratos como bacalhau assado com batatas a murro, frango com natas, massas, quiches, enfim, venha a receita e tudo se arranja.

“Não gosto de comer com a mão.” Completamente verdade. Detesto comer e sujar as mãos! Os talheres servem para alguma coisa, mesmo na luta que se trava com o frango, entrecosto e camarão! Estão a imaginar o quão javardo é comer camarão à mão e depois… as batatas? e a salada? E quando quero beber e o copo fica todo sujo? Não gosto, mesmo com as muitas piadas por parte da minha querida família nos jantares de natal.

“Só fiz cábulas uma vez num teste de FQ.” Outra verdade. Não entendam como menino do tipo atinadinho ou nerd. Simplesmente a ideia de cábula foi coisa com que nunca me dei muito bem. Copiar sim! Aconteceu apenas uma vez quando a Sra. Professora (das criaturas mais burras que já conheci) fez um teste para testar os 18’s da turma. O fascinante é que na turma só tínhamos um (e estava longe de ser o meu)! Podem imaginar o sacrifício que não foi conseguir um 11!

“Sou viciado em jogos.” Eis a segunda mentira. Eu bem tento viciar-me mas nada, não consigo. É tudo giro no inicio mas depois aborreço-me e entedio-me com os jogos. Tenho um lugar cativo pelo Tomb Raider mas nem esse é muito permanente.

“Nunca consegui odiar ninguém.” Verdade verdadeira. E não foi por falta de oportunidades na vida para com outros. Mas ódio foi sentimento que nunca senti. Os sentimentos são coisas estranhas. Não são passíveis de ser transformados em palavras ou de ser transmitidos por qualquer forma. Assim sendo, pergunto-me muita vez, se o que sinto é o que a outra pessoa sente. Porém, acreditando saber o que é ódio, foi sentimento que nunca senti. Também já me disseram que, assim sendo, nunca amei pois ambos são sentimentos em igualdade de dimensões… Não acredito. Mas cada um pensa por si e, acima de tudo, sente por si.

“Levo até ao fim tudo aquilo em que me envolvo.” Infelizmente é mentira. É das coisas que menos gosto em mim. Mas a verdade e que não sou nada persistente nem obstinado e associando isso a uma preguiça bem grande, dá no abandono e desmotivação em muito do que me envolvo ou proponho.

“Não visto fatos de treino nem pólos.” E por último, descobertas as 3 mentiras, só pode esta ser verdade. Não tem explicação. São simples peças de roupa que até posso gostar na prateleira ou no corpo de alguém mas não no meu. Pancas, cada um com as suas;) Afinal é o que nos torna únicos. :D




Reli Vagabundos de Nós, de Daniel Sampaio. Foi um dos primeiros livros abordando a temática da homossexualidade que li na minha adolescência. Passaram já alguns bons aninhos desde que o tinha feito e apenas me recordava de ter gostado do livro. Recordava-me, vagamente, de algum choque sobre o que lia. Até de algum estranho receio de o ler. Mas, em boa verdade, pouco mais me conseguia lembrar. Tinha sublimado ao esquecimento o livro sem perceber o porque. Reavivada a memória percebo.

O livro consegue ter o traçar o caminho real da realidade daqueles que partilham esta orientação sexual. A sua escrita não se foca. Não é para nós. Não é para eles. Destina-se a todos. A identificação com as personagens ficcionais assusta quem lê. Obviamente que falo em nome pessoal. Mas atrevo-me a generalizar a muitos de vós, contendo-me para não dizer todos vós.

Os medos, receios, as angustias e a solidão. A diferença e a percepção da diferença. Os primeiros passos em perceber, assumir de nós para nós ou não querer perceber e assim fugir de nós mesmos. As primeiras experiências… Uma vida como tantas vidas. "Vagabundos da nossa condição". Brilhante a expressão.

Vivemos como vagabundos num mundo que não nos quer incluir. Em que não é dada a opção de viver. E, desde muitos cedo, temos que lidar com a nossa diferença e com dança e balanço vivermos ou sobrevivermos. Culpados os outros mas também nós. Nós, que por medo, receio e angustia, vestimos essa pele de vagabundos em nós e de nós. Nos escondemos e evitamos demonstra
r aos outros a homossexualidade como realidade presente e comum a todos.

Curioso mas francamente verdadeiro, uma das problemáticas que mais me incomodam, Daniel Sampaio escreve, já quase no final do livro e também quase despercebido e pouco aprofundado: “a homossexualidade não é doença mas uma opção, onde esteve a alternativa no meu caso?”. Será que quem o diz não para dois segundos para pensar? Quem, no seu juízo perfeito, escolheria, se a escolha fosse possível, o caminho mais difícil? Aquele sem destino certo, com dor, sofrimento, descriminação e incerteza a cada curva… Não, desengane-se quem o diz. Não é uma
escolha! É sim uma verdade. A dura verdade que cabe em cada um de nós.

E vivendo, sendo eu como sou, não perco a esperança de que um dia “em silêncio me demoro a olhar para ele, no seu olhar revejo o mar em frente da casa abandonada” paraíso da minha alma.

Chegou, aconteceu e terminou... E foi só um fim-de-semana! Estou a falar da pequena visita que fiz ao pais vizinho, nomeadamente à sua Capital - Madrid.

Entre muitas horas de espera no aeroporto de lisboa na sexta-feira (dia em que o céu resolveu desabar sobre a cidade) lá conseguimos embarcar e xegar ao destino, mesmo sendo 3 da manha do dia seguinte. Seguiu-se um sábado madrileno bem chuvoso mas nada que nos tenha detido! Domingo fomos presenteados com belos raios de sol a aquecer as ruas e pessoas. E de regresso a terras lusas, vá de esperar mais umas quantas horas pelos aviões da Easyjet que pelos vistos a muito deviam estar extintos e carbonizados! Aviso a todos os interessados: não arrisquem viajar na Easyjet!!!

A cidade é bonita e recomenda-se. Limpa e solarenga. Espaçosa e verdejante. Transpira cultura e beleza arquitectónica a cada esquina.

Devo confessar que fiquei chocado com a pergunta constate: "São Brasileiros?". Mas será que está tudo doido? Não é perceptível a diferença entre Português de Portugal e Brasileiro? Esta bem que temos um acordo ortográfico que, sabe-se lá porque, esqueceu-se da língua mãe. Mas as diferenças são claras... ou não...

Outra coisa que me fez alguns macacos na cabeça foi a moda por aqueles lados. Acreditem ou não, não pus os olhos numa Zara! Eles vestem-se, em minha opinião muito mal. E à noite, há um estranho código que impede as meninas de teram alguma coisa abaixo da cintura, pelo que a indumentária fica assim restrita a camisolas compridas ou cintos largos...


Casino Madrid


Plaza de España

Foi escapadinha de última hora, mas valeu a pena. A fomosa estátua de homenagem a Miguel de Cervantes - Don Quijote


Palacio Real

As filas eram enormes por isso a visita ao seu interior fica para uma próxima vez... Com alguma pena pois aparenta ser belissimo...


Catedral de la Almudena


Plaza Mayor
Devo admitir que esta praça foi das coisas que mais gostei. O espirito e beleza que ali se vive são fantásticos. Ao contrário da nossa grande Praça do Comércio aquele espaço vive e torna-se vivo o que o realça... Acima uma bela pintura da praça. As minhas desculpas ao autor pela foto.


Plaza de la Cibeles
À noite tem uma magia diferente;)


Parque del Retiro


Parque del Retiro - Estanque


Parque del Retiro - Palacio de Cristal


Parque del Retiro - Fuente de la Alcachofa


Parque del Retiro - Passeo de las Estatuas
Um lugar fenomenal. Ideal para passar uma tarde num dia de sol e calor. Verde e espaçoso, salpintado com pequenos momentos de cultura para ver e admirar. O palácio de cristal ja remodelado esta fantático e o tanque oferece uma bonita imagem a quem passa. Os pássaros, esses grandes abusadores, oferece-lhes um pão e eles pedem logo a mão...;)


Hard Rock Café Madrid
Tenho que admitir que foi das maiores desilusões. Não está tão bem situado que o nosso e nao cresce em altura mas sim afunda para a cave. Um espaço pequeno para o número de habitantes de Madrid. Para além disso escuro e sem grandes atrações. Nós temos um carro no tecto eles têm uma motita na cave... Tivemos mais de 1:30 à espera de mesa...


Metrópolis


Paseo del Prado
Avenida onde se situa o triangulo das artes com os três principais museus nos seus vértices. um passeo fantástico em dia de sol.


Museo del Prado


Centro de Arte Reina Sofia
A Guernica - Pablo Picasso
Estava em pulgas para o conhecer e fiquei boquiaberto com o tamanho. A foto no é permitida mas o truque é tira-la depois disso eles avisam que nao é permitido....:P


Salvador Dalí
PS: Este quadro denomina-se Rosto del gran masturbador


O orgulho dos campeões


Atracções de rua


Os táxis espanhóis
Fujam deles!!! Em 15 minutos de viagem iamos tendo 3 acidentes... E nas passadeiras pensem bem antes de avançar... Em alternativa surge sempre o Metro. A rede é grande mas de mapa em riste de fácil orientação. As estações são muito pequeninas em comparação às nossas assim como os metros, pequenos e estreitos. O bom é que são aquecidas;) A viagem é mais barata que a nossa!


Dunkin Donuts
O que falta cá em lisboa... A perdição das perdições! Comi um Virus Chocolate e um Chocolate Blanco... E chorei por mais...




A ausência por estes lados deveu-se, entre outros motivos, a férias. E para o demonstrar aqui ficam algumas amostras. A música é só para condizer...



Todos nos lamentamos de algo. Seja da vida que não corre como queríamos, dos objectivos que não alcançamos, da sorte que não chega, do trabalho que não corre, que corre demais ou que corre e não corre bem… O rol é grande e quase interminável. Mas, acreditando nas velhas palavras “quando se fecha uma porta abre-se uma janela” há sempre alguma coisa que vem para nos animar, acalentar a esperança, desvanecer a mágoa ou a dor que assombra a vontade no amanhã.

Depois de mais uma noite de trabalho, numa semana difícil e dura, quando o cansaço já abunda e a saturação reina é bem preciso um incentivo. E ele lá vem. Ouvir pequenas palavras vindas de um pequeno rapaz, projecto de gente em crescimento, encerrando a verdade ingénua do seu pensamento quando diz “Lá vem o Super Enfermeiro!” com um sorriso verdadeiro que faz derreter corações. Chegar e encontrar no placard o desenho quase impressionista da realidade vista pelo olhar de quem só há pouco tempo experimenta este mundo e ter o teu nome por baixo de um boneco que, simplesmente, sou eu. Ou mesmo encontrar uma fotografia, com algumas palavras anexadas, deixada simbolicamente como agradecimento especial ao trabalho e simpatia, em boa da verdade, não mais que disponibilidade prestada e cedida a quem só vê um mundo de dor, pressa e desconhecido sofrimento…

São estes os alentos do amanhã, quando tudo o resto falha, a vida deixa pequenos presentes espalhados para te fazer sorrir e continuar…

… e é por isto que eu continuo!


About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...