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Pergunto-me algumas vezes se este lugar tem leitores. E se os tiver o que esperarão eles deste lugar. A verdade é que sendo este o meu lugar, não é se não uma ínfima parte de mim onde algumas ideias, pensamentos, sensações, impressões, sentimentos e realidades vagueiam e surgem expostos e partilhados, ao sabor do que dita a minha vontade para o fazer. Este lugar não tem, nunca teve e duvido que algum dia venha a ter carácter de diário da minha vida pois, para além de pouco interesse, a isso nunca me consegui obrigar. Sou um eterno auto-indomado ganhando a minha vontade contra a minha determinação própria – sempre!

Estou quase sobre directa e ditou a minha vontade caprichosa que, em vez de dormir, hoje seria actualizado este espaço. Um post diferente. Desta vez: um relato de mim e do meu dia, porque também os vivo… Têm dito, algumas bocas críticas e sempre bem-vindas, que o blog está demasiado “deprimente”. Um melodrama constante e quase contínuo, quase sempre, em tons que roçam o poético. E em resposta a esses digo apenas que pouco mais sobra da minha realidade se não essa constatação melodramática da mesma.

Tão frequente, ouvimos nós dizer, que o dia começa com o amanhecer e um belo despertar. Pois, por muito que os tivesse procurado hoje, não os encontraria! Assombrado por uma insónia que deitou por terra quaisquer planos de deitar cedo e conseguir um sono reparador e rejuvenescente não me foi assim possível despertar, deixando-me o dia de hoje sem começo certo e o dia de ontem com final incerto. O trabalho decorreu com a agradável reviravolta da transformação do que seria um dia difícil e agitado na calma e facilidade de uma nova experiência. Embora deva fazer um pequeno reparo crítico à organização profissional e burocrática do mundo cinzento e emaranhado que é o Hospital de Santa Maria! E seguir-se-ão alguns dias de bom descanso, pelo menos assim espero.

Já em casa, fui abatido por uma leda pasmaceira que me arrastou para um estado de quase prostração e pé ante pé caminhando para o sono que acabou por se dissipar com chamadas telefónicas e investidas na internet – forte dependência de um ser solitário – qual espelho mágico da bela adormecida que por vezes não o é em sonhos mas sim na vida. E nesse espelho mágico surgiu a agradável surpresa. O filme que há tanto tempo esperava e ansiava finalmente disponível – Do Começo Ao Fim.



Foi então do começo ao meio e não ao fim como seria de se esperar, pois o ficheiro estava afinal corrompido em metade, que vi de um trago único, quase sem respirar, esta trama única e profundamente provocante. A exposição da liberdade do amor verdadeiro despregado de sentido e empecilhos alegóricos que a ele são associados, quase como chumbos numa bóia que a fazem submergir em vez de emergir a luz da vida. Uma história de mim, de ti e de todos, tocante e envolvente, contada por belas personagens que envoltas numa fantástica realização construíram uma grande obra, mesmo ficando eu a meio dela. E, casualmente, já que tão perto quanto possível estamos do dia do pai, não deixar de notar uma menção à relação paternal e filial que de tão pura e reminiscente à natureza humana se torna, para lá da razão, tão verdadeira na percepção da essência do que somos na nossa verdade e brilhantemente aqui retratada. E esta não é mais se não a minha critica, obviamente.

O dia seguiu o seu rumo final na cadência lenta e aconchegante do sofá, da manta e do aquecedor perdido nas conversas, nos encontros e desencontros, no reviver do ontem e no planeamento do amanhã, na tentativa pouco clara de ajuda aos amigos… No alívio de nós mesmos e das nossas vontades, nos caprichos, e no final, ainda com algum tempo para o despego da realidade e mergulhando na sensação de pertença e envolvimento que os Irmão e Irmãs me permitem.

Do começo ao fim… foi mais um dia! E por fim dormirei, espero eu.


Não sou como um rio que corre mas como uma gota que escorre, do outro lado de um vidro, lá fora, nestes tempos chuvosos. Sem sentido ou rumo certo vagueia, ao sabor do vento, que mais para a direita ou mais para a esquerda, a vai empurrando sem vontade na descida que lhe cabe. Mas não solitária, muitas outras gotas, como ela, a cercam nesse caminho curvo e incerto. Tão iguais como diferentes de si mesma. E incerta é também a forma como ao fim chegará, na hipótese de chegar. Porque tudo não passa de hipóteses! E neste lema vai descendo o frio, rígido e intransponível vidro numa dança forçada, na qual, nem sempre se sai bem. Mas continua. E eis que numa dessas curvas, outra, quase como ela, surgiu. Outra como outras. Mas na sua vontade incerta surgiu a vontade certa de que o vento soprasse mais para a direita. Por coincidência o vento deu um pequeno suspiro que ela depressa aproveitou. Mas a cautela tomou-se de consciência e não se fundindo permitiu-se ficar lado a lado por esse caminho. Tão perto que quase se tocam, por vezes. Partilham agora a descida sinuosa na verdade, não plena mas sincera, da pequenez de gota que cada uma é e traz em si. Continua a descer. Perdida na incerteza de juntas continuarem. Perdida na vontade da outra. Perdida, mais ainda, no temor do que possa calhar como hipótese no vento que se sente. Porque tudo são hipóteses! E como certo está apenas o chão, como fim do vidro, dando fim certo ao caminho.



… amar, o amor. Ilógico, irracional, puramente sentimental, inqualificável, inquantificável. A essência da vida tão incerta e subjectiva. É atroz o sofrimento de quem não ama e sente, que o princípio da vida o leva a isso. Atroz o desespero daquele, que quando se despe de si, percebe o vazio do outro, na sua própria solidão. Atroz o desejo que o corrompe pela vontade de amar. Atroz o tempo da vida que passa a tentar amar, a querer amar. E atroz o momento em que cansado, frustrado, na espera do amor desiste de o fazer, de o ter, de o conseguir, quase que desistindo de parte da razão que o leva a viver, acordar e respirar.

E eis que um dia ama!

Mas o tormento não termina. Desta feita em plena competição com o enormíssimo sentimento que o preenche surge a dúvida da reciprocidade que dele exigimos. Sabermo-nos amados no outro. Sabermos até onde vai e chega o amor do outro por nós em prol do amor de nós pelo outro. Ou por outro lado, perdidos na dúvida nossa de até onde vai o nosso amor pelo outro! Mas tormento maior é o amor não correspondido. Aquele que enche o nosso mundo e a nossa vida mas se perde no campo da possibilidade falhada face à não resposta do outro. O amor é ser de duas almas e esse é o seu segredo: duas vidas que vivem em si a alma do amor na fusão das suas almas. E não esqueçamos ainda o amor desencontrado, quais caminhos errantes que se cruzam tarde ou cedo demais no tempo errante do destino…

Amor, sentimento, esse, de compreensão impossível!



Seria bom acreditar na mudança advinda da passagem do ano. Sentir que, no tempo constrito em que os relógios marcam às exactas 00:00, algo em nós muda na certeza de que tudo será melhor ou tão bom como até então. Algo que a partir da etapa simbólica de uma hora que expressa o nada – começo do tudo – nos permitisse a nós mesmos começar ou recomeçar o que vivemos ontem, vivemos hoje para podermos viver o amanhã não simplesmente vivendo, mais sim, sendo felizes na sua vivencia.

Porém, afogueados pela preparação e ansiosos pelo momento, perdemos os últimos instantes do ano entre contagens de passas, subidas a cadeiras e sofás, verificação da roupa nova, das cuecas azuis, do soutien vermelho, de um sem número de supérfluas superstições. Chegada a contagem decrescente tudo acontece depressa de mais e no final, já sem passas na mão, já no chão, ouvem-se as garrafas de champanhe a abrir e os copos a encher enquanto vamos cumprimentando todos com os votos sinceros, dizemos nós e eles, daquilo que tanto esperámos mas que nos esquecemos até aqui, e eis que brindamos e bebemos. E é então que sentimos o frio gélido que vem da janela aberta, de forma propositada para a entrada do novo ano, e nos apercebemos que tudo permanece igual e nada mudou. Somos nós e a vida, a mesma vida de antes, a mesma vida de sempre. Desvanecesse o sorriso, cai a farsa e ficamos nós, nus e crus perante aquilo que a nossa consciência e o nosso coração nos permite ver.

Este é o momento. Este retorno há percepção dura e real de nós mesmos permite-nos perceber o que para lá dos desejos, realmente temos necessidade que mude e se altere em prol da menor infelicidade merecida. A mudança essa, não eufemizada, é o mais difícil de concretizar, mas possível se a isso nos propusermos. É tudo um jogo de possibilidades entre os ganhos e perdas daquilo que somos e temos em personalidade e pessoa com o objectivo máximo não de sermos felizes, mas sim, sermos menos infelizes, pois a felicidade desvanecesse na impossibilidade de concretização face a complexidade e imprevisibilidade do ser humano.

É aqui que peço força e dedicação para a concretização da mudança. Mudar o que sei estar mal permitindo endireitar os caminhos tomados. Saber aproveitar a sorte que surge nos momentos em que a vida nos sorri e nos ajuda a levantar e seguir em frente. Não podemos mudar nada do que já construímos no tempo que passou mas podemos sempre construir algo de melhor no tempo que virá.

Boas construções a todos e a mim em todos os dias do ano 2010…

A convicção plena no presente é o que demais certo temos e nunca nos apercebemos. Criamos toda uma vida pendurada nas eventualidades, nas probabilidades, nos projectos, nas esperanças… vivemos toda uma vida com o olhar colocado no fundo, bem lá lonje, onde o coração (ainda) não sente, onde os olhos (ainda) não vêem e onde apenas a imaginação alcança. Não é errado e não esta errado. Mas não o é e não o será, apenas e só, se não deixarmos de viver o presente, o hoje, o momento em prol do que há de vir.

A vida vivesse num tabuleiro de jogo. Somos manipulados por alguém ou algo que dita a sorte sobre nós. Não somos unos na nossa vontade, iludasse aquele que o acha. Vivemos a vida num equilibrio demasiado periclitante sem que nos apercebamos disso mesmo, e por isso mesmo, não sabemos viver a vida que vivemos. Não sabemos saborear o prazer de estar vivo, aqui, hoje e agora.

À mercê dos dados lançados somos empurrados para a frente, casa a casa, em direcção a um fim no qual a nossa escolha é pouca. O fim foge à nossa vontade, domínio, desejo ou conficção mas nunca à forma como é alcançado. A escolha é minha: posso faze-lo rastejando olhando o chão ou levantado enfrentando o horizonte.

Desistir não é uma opção válida. A desistência surge como uma encruzelhada sem resposta nas regras deste jogo da vida. É a única solução nas mãos do peão, qual pessoa confusa em jogo. Mas por isso mesmo se torna a decisão mais mesquinha, insignificante e sem valor a tomar. Fracos os que abandonam, como areia entre dedos abertos, o valor que nos é possivel controlar.

E é nesta complexidade da vida que surgem as outras vidas, pois a vida é uma encruzelhada de vidas, com nós sem volta com outras vidas. É assim, no meio das vidas e em nós mesmos, que surge o amor. Elemento neutro e indomavel, avassalador à mercê de si mesmo que vive na vida mascarado de formas várias e tantas formas essas, por vezes imperceptiveis…

A todos os que na minha vida amo, o muito obrigado pelo nó das nossas vidas, pois é ele que me impede de desistir, que me impele e andar levantado pelo caminho incerto da minha vida, vivendo hoje, mais do que nunca, cada momento de vida em cada momento da vida.




Após esta longa ausência estou de regresso. De regresso a vida e aos seus problemas tentando aceitá-los, superá-los e continuar em frente. Está a ser difícil. As férias, essas, terminaram. Foram boas, muito boas mesmo! A Suíça é um país muito bonito em cultura, paisagem natural e arquitectural. As pessoas são sui generis, talvez pelo clima. Esse é frio e bem frio!!! Ponto curioso: há portugueses em todo o canto do mundo, até no meio das montanhas, no fim do mundo na Suíça… Aproveitei nestas férias e fui ao Europa Park (Alemanha). Muito giro! Demasiado grande para um dia, mas muito muito giro! E também aí estavam portugueses, claro! E ainda na cidade Suíça de Basel (onde fiquei) aproveitei para me divertir e tornar radical a minha passagem, pois eles têm nesta altura muitas diversões porque estão em festa e eu sou doido por coisas que andem a roda e me virem ao contrário e coisas assim e fartei-me de andar nas diversões. Em especial uma delas de nome TRANSFORMERS. O melhor sem dúvida!!!

Também fiz compras, obviamente! Os chocolates são divinais assim como as salsichas (falo das mastigáveis e engolíveis para as mentes mais malvadas). Comprei montes de perfumes que lá são super baratos. E Trouxe duas canecas (eu faço colecção) muito fofas, uma dela toca música… E obviamente que comprei chocolates e mais chocolates, ao ponto de quase ter que pagar 46 euros de peso a mais…

Deixo como PS o comentário bem negativo aos francos suíços. São moedas que nunca mais acabam e as notas parecem pequenos papéis de brincar… não gostei.















Apesar de tudo a vida continua. Nunca pensaram, num determinado momento das vossas vidas, como seria acordar e viver o dia seguinte, como seria viver a seguir e até ao final das vossas vidas com a certeza de nada ser igual ao que era? Pois bem, a verdade que todos sabemos mas por vezes nos esquecemos é que, na vida, nunca nada e certo ou igual ao que já foi e até mesmo ao que hoje é. A vida é uma constante mudança ao sabor da passagem do tempo tornando, cada momento, único e irrepetível. Por isso, aconteça o que acontecer, a vida continua!

Assim sendo, caros amigos, leitores e outros que só de passagem por aqui passam informo que vou de férias nos próximos tempos. Deixo mágoas e receios em terras lusitanas recheadas do fado e tristeza e parto com vontade e esperança para o frio e neve das terras Suíças em busca de diversão, paz de espírito e sossego do coração. Darei notícias no meu regresso e quem sabe até fotos…

E porque a vida continua, e a pedido especial de alguém igualmente especial, partilho convosco um sonho, em modo de esboço de vida futura, ainda pouco certo mas de contornos já definidos. Procurando a companhia necessária ao aconchego de uma casa e um lar, o nosso lar, acordei com uma amiga em morarmos juntos. Não é para breve. Porém, será o final dos dias de sossego de ambos e quando isso acontecer, homens, o vosso sossego terminou também (ou não). Até lá, vivo o sonho de tais aventuras, na esperança do fado da minha vida permitir o sonho esboçado passar a existência realizada.
A vida continua, sempre continuará, e não somos, em boa verdade, ninguém para a manipular. Somos apenas alguém para a viver. Vivão a vossa vida não se permitindo serem voces vividos por ela.

A condição humana atribuí-nos a estranha capacidade de amar. Esta, pode ser tão benéfica quanto maléfica para quem a vivência. Muito mais forte que a vivência do amor é a desilusão em quem e por quem se ama, mais até que o amor não correspondido. E estranho é, este sentimento, que imperceptivelmente se apodera de nós, da nossa identidade, comandando o nosso coração, qual motor vital da máquina que é o corpo e da existência que passa, a partir de então, a ter um propósito e a vivê-lo como sua razão de existência como se antes, apenas vivesse na expectativa eterna e insondável de tal acontecimento. Pior é, que a memória associada a essa estranha capacidade de amar, crie uma memória sentimental sem volta. O amor marca o coração e a mente, como cicatriz de ferro em brasa, de forma permanente com durabilidade indefinida mas a tender para o eterno na nossa duração.

A inevitável ida à terra trouxe consigo o reviver de memórias que a distância ajuda a reter no fundo do coração. Ao percorrer os caminhos que antes solitários (com vontade de amar) e depois nossos (amando), o coração, até aqui adormecido, despertou, mais ainda, quando numa esquina surge alguém cuja fisionomia, à primeira vista, se aproximava dos teus traços. O coração disparou e fez-me parar. O sentimento, contudo, mudou. Não senti ódio, não senti amor. Não senti saudade mas senti angústia de ver algo que, conscientemente, sei não querer ver, mesmo que a imaginação corra e me leve, por vezes, até esse encontro que não quero que aconteça.

Percebi a vontade e desejo que tenho de esquecimento. Agarro-me à percepção de vida errada para que caminhava. Certeza constante de desconforto e desconexão de vidas. Nem tudo são rosas… e quero esquecer. Porém, sinto-me preso ao que vivi pela memória emocional que não escolhi seleccionar, porém, certo que se escolhesse, sem antevisão do futuro, a escolheria, crente na continuidade do que se crê ser duradoiro no inicio de uma relação. Percebi, de forma clara e inequívoca, a vontade que tenho em lembrar-me, todos os dias, de te esquecer. Se esquecer-te não for possível, lembrar-me-ei de o fazer todos os dias. Até um dia, em que a tua lembrança seja apenas mais uma lembrança recôndita na memória do coração. Não sei o que guardarei de ti: se os momentos bons ou os momentos maus. Porém estou certo que me acompanharás para sempre. Apenas e se necessário, para sempre, me lembrar de te esquecer.



Sem dúvida doméstico. Dia 28 foi o dia do solteiro. Não fazia a mínima ideia que tal dia existia! Agradeço a um bloger simpático que deu essa informação… Acreditem ou não eu sentia que nesse dia tinha algo a comemorar e de facto tinha razão.

Não ao jeito de comemoração mas muito adequado à situação esteve o meu dia. Virei um autêntico homem doméstico! Desde que acordei até que fui trabalhar à noite lavei e sequei roupa, aspirei e lavei o chão, arrumei o quarto, dobrei roupa e fiz a cama, qual escrava Isaura. Podia o meu dia estar mais adequado à comemoração? Ora eis que no final do dia me questiona uma pessoa fixe, daquelas mesmo fixes, se fui doméstico ou domesticado…? Não se está mesmo a ver? Acreditando na sabedoria popular: antes só que mal acompanhado! Nem sempre estão certos os provérbios porém trazem consigo a aprendizagem de vida ao longo de gerações e gerações, por vezes os tempos é que mudam…

E que bela forma de descontrair antes do trabalho se não regressando à família que mais gosto? Bem-vindos Brothers and Sisters… Já tinha saudades vossas. O trama familiar envolvente, a paixão e intensidade de cada personagem, as promessas de mudança no enredo… o caos de vida de cada um que depressa passa a ser o de todos! Adoro esta série…! Recomendo a todos os interessados.

E hoje conheci mais uma daquelas pessoas que comummente se designam de in pack! Pelo menos acredito nisso mesmo. A estrela de David assenta-lhe muito bem para a protecção do seu coração na luta que vem travando – conseguirás um dia alcançar o que seja melhor para ti… Estarei aqui se precisares e bem-vindo a este meu pequeno cantinho.


Sem dúvida que sou alguém doméstico por domesticar… Não por opção mas porque assim é de momento... Aceitam-se candidatos, alguém se propõe?

Ainda me sinto estranho quando me perguntam como estou. Digo que sim, estou bem porque afinal não estou mal. Quem não teve um desgosto de amor? Serei ridículo ao sofrer e deixar a mágoa invadir-me por dentro e por fora? Sofrer por quem não merece ou sofrer por mim que sinto ser merecedor mas a vida teima em achar que não, por mim, em vez de mim ou comigo e eu sou o único que não me apercebo…? Começo a ficar cansado de mim e deste estado de espírito enublado em que me encontro mas não sinto escolha nele mesmo. Não sinto escolha na possibilidade do amor errado, não sinto escolha na possibilidade de sofrer ou não sofrer, não sinto escolha num futuro melhor, não sinto escolha…

Têm-me criticado! Alegam que tenho o que quis e posso ter o que quero! E eu só me pergunto (e mais que isso, tento desbravar esse caminho de vida) se realmente assim será. Desligo-me de mim mesmo e olho em redor: tenho a minha vida determinada pela minha vontade, a minha profissão que conscientemente escolhi, o meu trabalho que por sorte (é no que acredito) consegui, a área profissional de eleição, uma em várias, tenho amigos… Mas depois de tudo o que vejo, o que procuro não encontro. Não tenho amor.

Coisas pequenas não são pequenas coisas e é com elas que eu sobrevivo. Não são pequenas coisas e é isso que me faz continuar em frente, dia após dia. E nesses dias é onde encontro coisas pequenas … os jantares com amigos, a palavra da amiga, a mensagem do amigo, o amor-perfeito a crescer no jardim, as conversas e partilhas, mesmo que parvas, os prazeres, mais intelectuais que físicos, retirados da leitura, televisão, computador, ps2… pequenas fogueiras que tentam aquecer o coração.

A todos, a tudo, obrigado pelo esforço. Acredito que um dia conseguirei…

… e uma grande ajuda acabou de regressar: Anatomia de Grey. O que eu gosto desta série! Novos episódios em que chorei e ri, vivi com aquelas personagens as suas vidas, fictícias, mas ainda assim, tão reais e palpáveis. E a propósito, se alguém conhecer um O’Malley eu estou interessado…

PS: Estava já canso da mesma música. Trago uma nova sugestão. Espero que gostem tanto como eu…



Tenho andado afastado do blog. Isto quase pareceu um capricho irreflectido mas não. Quero assegurar-me de que é mais que isso: um espaço meu, que me pertence e me faz falta. Peço desculpa aqueles, poucos ou muitos, que o seguem ou seguiram pela falta de actualizações… A verdade é que tenho andado, ou melhor, sentindo-me um pouco perdido em mim mesmo. Vá, sendo realista, muito perdido mesmo... Tenho feito alguns esforços, um pouco infrutíferos – é certo – para me encontrar. Acho que isto é a consequência inevitável de algumas escolhas e acontecimentos de vida (recentes e menos recentes). A verdade é que não sei o que fazer para ultrapassar esta fase mas estou confiante que o conseguirei...

Por estranho que pareça, o pensamento mais frequente que tenho tido é que gostava de voltar a ser criança. A forma simples como vivem e constroem o mundo. A forma como classificam nele o bem e o mal, fieis ao juízo dos seus olhos verdadeiros, inocentes e, por vezes, até cruéis pois perdem-se na simplicidade da consequência das suas vidas e das vidas dos que a rodeiam. Tenho saudades de ser e de viver sendo assim. Era tudo tão mais facil... Viver com o que compreendem e por de lado o incompreensivel!

As pessoas crescem, por vezes, de forma tão cruel para elas e para os outros. É-me tão difícil compreender o mundo por vezes… Não me considero alguém inocente, muito para lá disso. Porém, apercebo-me que uma das minhas qualidades se tem transformado num defeito para mim – a crença. Acredito(ava) demais nas pessoas. Porém, as desilusões directas ou indirectas nas pessoas, das pessoas e com as pessoas têm-me magoado e obrigado a uma concepção diferente de mim em relação aos outros.


Sei e sempre soube, por experiência própria, que a vida não é fácil. Apercebo-me nos dias de hoje, tarde já, que as pessoas a tornam mais difícil… porque?


Ler um livro é viver uma história que se funde com a nossa vida. Uma historia que dura enquanto durar a leitura. No final, o livro termina mas a vida continua…

Tenho andado ausente do blog e até um pouco da minha vida. Estou a empreender um esforço pessoal para me devolver a mim e à minha vida após o duro golpe que sofri. Se houver certo ou errado no amor, assumo que amei a pessoa errada.

Estou neste momento de férias, com família, numa diversão, por vezes quase forçada, e numa tranquilidade que abunda por estes sítios, aproveitando, ou tentando fazê-lo, nestes dias de calor. É-me por vezes difícil distanciar-me do passado e da dor que ainda sinto… Tenho-me refugiado no que me dá alguma satisfação: amigos, novos e antigos, lindos desconhecidos, passeios e aventuras, musica e leitura…

Terminei hoje um livro, o livro que aqui apresento, que me marcou. Principalmente porque fala de pessoas, mas acima de tudo porque fala de forma nua e crua, da humanidade das pessoas. No seu bom, menos bom e mau que todos temos. Nos que assumimos, escondemos, tememos e enfrentamos e, acima de tudo, nas perspectivas como cada um entende cada qual e com cada qual vive e deixa ser vivido… Senti muito do que li. Li muito do que senti e sinto nestes últimos tempos.

Ficou-me a grande questão: valerá amar e passar por tudo ou viver uma vida sem amar? Seja como for… Carpe Diem!?

Ontem o dia foi difícil. Aliás todo o fim-de-semana foi difícil! Fala quem trabalha indiscriminadamente durante a semana de sete dias… O trabalho não foi fácil, ou seja, não foi mais um dia! Mal tive tempo para comer… Chegar a casa não foi mais fácil. Neste momento é o que tenho – uma casa – apenas isso. Simples paredes vazias e recheadas da minha presença no seu interior, sem vestígios de outrem. É difícil chegar a casa e não ter nada à nossa espera à excepção de uma cama com lençóis frios, não que não saibam bem neste tempo de calor, mas o calor humano e o calor do amor, sabem bem melhor!

Não aguentei e liguei-te. A opressão saudosa do coração levou-me a isso. O que tive de ti foi uma voz distante através do contacto frio e metálico do telemóvel. Mas também distante em sentimentos e afectos me pareces. Dizes não ter paciência, demasiados problemas, até não teres vontade de mim e, por vezes, nem de ti mesmo… Eu percebo! Mas sofro com isso. Sofro com as palavras que racionalmente compreendo mas o coração aperta-se mais um pouco quando as sente na tua boca, mesmo à distância… Acabei por dizer o que não devia. Por vezes não consigo mais manter a minha capa de quem apoia cegamente! Também erro. Mas é um erro por desconhecido, não sei como viver contigo e com o amor que sinto por ti!

Perdi-me nas tuas recordações antes de adormecer. Na última viagem que fizemos apoiei a minha cabeça no teu ombro. Em reposta sincera, eu senti-o, deste-me um beijo no cabelo e deixas-te descansar a tua cabeça sobre a minha… Senti-me feliz nesse momento…

… Preciso de coisas fofas… Valha-me as bolachas com
chocolate…

Estive hoje na formatura dos meus afilhados de faculdade. Para quem não sabe são os estudantes que entram no ano a seguir ao nosso na faculdade, pelo menos na minha ex-escola. É um momento muito emotivo e para mim reflexivo…

… Fiquei a perguntar-me se a vida toma o seu rumo próprio ou se somos nós que damos o próprio rumo à vida! Sei que não chegarei à resposta, motivo pelo qual muitas das vezes não gosto de debater ideias, porém não paro de pensar nisso.

Sou alguém que acredita no fado e no destino encerrado nas coincidentes coincidências da vida. Acredito em algo mais para lá de nós mortais. Acho, por vezes, que somos demais insignificantes na infinitude do universo… Mas nem assim a vida se torna, para mim, mais fácil de encarar e levar!

Sofri desde cedo com o melodrama familiar. Tirei um curso que sabia, à partida não gostar. Em consequência, comecei uma profissão que não gosto. Vivi uma vida na mentira dos outros criando a minha própria mentira na consciente verdade de mim e da minha orientação sexual. Conheci muitas coisas tarde, uma delas, o amor. Quando este surgiu na minha vida, peço mais, não em quantidade mas em qualidade…

Sinto muitas vezes que a vida seria muito mais fácil se colocássemos anúncios em jornais e mediante as respostas escolhíamos a alternativa que mais nos convinha. Que tal: Procura-se a profissão dos meus sonhos?; ou Procura-se a família ideal para adoptar jovem interessado?; ainda Procura-se o amor que me faça feliz todos os dias da minha vida?; ou mesmo Procura-se a vida que sempre quis, se alguém sabe do seu paradeiro é favor de contactar para 9xxxxxxxx!.

Em verdade tenho que assumir que é pouco, muito pouco mesmo, para não dizer nada (pois não gosto de ser radical), aquilo que me arrependo na minha vida. Hoje, tenho a sorte de estar a trabalhar na área que cursei, ao contrário de muitos. Tenho a minha independência completa: financeira, pessoal e intelectual. Continuo a levar com os dramas familiares (há coisas que não mudam nunca). Assumi-me às pessoas que senti necessidade de o fazer. Tenho um namorado. Porém não sou feliz com o rumo da minha vida… Talvez seja eu o eterno descontente. Podem acusar-me disso. Eu próprio me acuso disso por vezes… Mas acabo sempre a pensar: não tenho o direito de ser feliz?




Uma das coisas que mais preso na vida é a amizade, porém acho-me por vezes incapaz de ser verdadeiro amigo de alguém… Sei ouvir e escutar, sei acompanhar e estar presente, com ele e por ele, mas… sou demais complicado e problemático para conseguir dizer a palavra certa que ajude e seja o que quer ele ouvir…
Posso ser ousado em chamar-te amigo, se o estiver a ser desculpa-me. Mas sei que és um grande homem, uma linda pessoa, uma alma única e inigualável e por vezes esqueces-te disso ou teimas em não acreditar em ti mesmo. Acredito que a luz do sol é o teu caminho e o sorriso das estrelas a expressão da tua alegria… e desejo vê-la sempre no teu rosto e na tua vida.
Sê feliz por mim e para mim, mas acima de tudo, por ti e para ti. És fixe, rapaz fixe…

Para ti novo amigo e para vocês amigos de sempre… e para sempre, Sejam os heróis das vossas vidas!


Tantos dias que pensei em ti e no desejo de te ter, comigo, para sempre, mesmo antes de saber que te teria, mesmo antes de te conhecer. Agora tenho-te. Sei o que é sentir-te, tocar-te, beijar-te, ter-te dentro de mim. Sei o que é ser amado por ti, desejado por ti. Agora sei o que é amar, sei o que é sentir-me tão ligado a alguém que a minha vida quase parece depender da tua. Sinto-me existir apenas porque existes e isso basta-me!

Simplesmente Amo-te.

Amo-te na diferença que nos distingue e na igualdade que nos une. Amo-te no verão e no inverso, quando faz sal ou quando chove. Amo-te quando dizes que me amas e amo-te quando o esqueces de dizer por palavras. Amo-te quando és tu mesmo e também te amo quando te esqueces de seres tu mesmo…

Simplesmente Amo-te.

Mas… tenho que te amar na ausência. Tenho que te amar na distância do teu beijo, do teu toque, do teu corpo, do teu perfume, da beleza do teu sexo, da intensidade do teu olhar, das palavras sussurradas ao ouvido… Tenho que te amar sem data e sem prazo, aproveitando de ti, o máximo que consiga, até à próxima vez em que te terei, incerta e longínqua. Tenho que amar-te…

E simplesmente Amo-te porque, hoje, já não sei fazer mais nada a não ser amar-te. E porque se me pergunto se verdadeiramente te amo, a saudade atroz e agudizante que sinto de ti e por ti no meu coração me relembra que sim, sim e sim, intensa e (quase)desesperadamente, todos os dias da minha vida. E por te amar apenas peço forças para conseguir fazê-lo e continuar a fazê-lo na distância que nos separa e, ainda assim, ajudar-te, sempre que precisares e mo permitires fazer…


Nos dias em que fico por casa dá para me perder em memórias passadas… Deu-me hoje para lembrar o meu primeiro beijo. Não um beijo qualquer mas aquele beijo com o homem que promete ser, naquele momento, o homem dos nossos sonhos, o que coincidiu, no meu caso, com o meu primeiro beijo a um homem.

Conhecemo-nos pela net e, num dia planeado, encontramo-nos. Há noite, no jardim de uma bela cidade ribatejana, junto ao rio. Levava na mão uma rosa vermelha. Ousado para conhecer um (quase)desconhecido. Foi a forma mais fácil que encontramos de distinguir a tão comum descrição de homem de calça de ganga e blaser preto…

Os nervos eram muitos. As dúvidas surgiram na espera. Mas nem medos nem dúvidas me assombraram quando o vi, a caminhar para mim. O sorriso cúmplice de quem sabia o que ali fazíamos foi por mim retribuído. De dentro da camisola retirou a flor, flor do mato selvagem em beleza e fragrância. Estavam expostas as nossas diferenças. Eu, com uma delicada rosa vermelha à vista de todos, Ele, com uma bela flor selvagem escondida de todos. Não aconteceu aí - o beijo. Aí quebramos a barreira do contacto entre dois (quase)desconhecidos. Pouco tempo demoramos ao som lento das águas do rio. A partir desse momento seria surpreendido. Eu decidi o encontro Ele decidiu o programa…

Encaminhamo-nos para o carro dele. As conversas ainda tímidas. Enfrentávamos ambos a barreira pessoal bem mais difícil do que manter uma conversa por mail, sms ou mesmo chamada telefónica. A viagem foi rápida e o destino imprevisível, para mim. Chegamos à garagem do prédio dele. Parou o carro, retirou a chave e no momento seguinte encaminhava os seus lábios com destino aos meus. Sou sincero ao admitir que numa fracção de segundos me perguntei o que queria! Inocência da primeira vez… Beijamo-nos. Intensamente e ardentemente, pelo menos para mim…

Só depois me apercebi do que me tinha acontecido: o beijo com que sempre desejei. O beijo de um homem. O beijo com desejo e paixão. O beijo… quente, a sensação de invasão e invasor de nós e do outro, o toque húmido e sensual dos lábios, da língua… a certeza do tão desejado e finalmente conseguido. Foi bom, muito bom o meu primeiro beijo…

O resto??? Fica para depois…



Estou de luto.
Sempre que passo por um velório surgem-me demasiadas perguntas. Sempre que passo pela morte ponho em causa a vida e o caminho que esta - a minha vida - toma. Ontém perdi a minha avó. Perdi-a para sempre e é isso que mais me doi. O momento em que tomamos consciência de que nada volta a trás. Nada do que se passou poderá repetir-se. A pessoa que sempre esteve presente, não o estará mais. Fez uma viagem. De ida. Sem volta.

E agora?
Como vivemos sem alguém que faz parte de nós? O que fazer nos momentos que estava com ela? Onde por a saudade, o amor, a tristeza... até quando deixar cair a lágrima? Ao longo da vida tenho perdido pessoas, algumas sem retorno. Porém, acho que não estou a conseguir pessoas, na vida, com capacidade de reposição das perdas... estou a ficar em saldo negativo!!!

Senti falta...
Senti hoje a falta do braço masculino que me envolvesse na minha dor. Do beijo suave no cabelo e da palavra vã, ainda assim, recompensadora, para tranquilizar o que não se tranquiliza... Senti-me, triste e só.

Acredito porém que melhores dias virão. Temos mesmo que acreditar, não é?

Até sempre querida avó......



"Ama e faz o que quiseres.

Se calares, calarás com amor;

se gritares, gritarás com amor;

se corrigires, corrigirás com amor;

se perdoares, perdoarás com amor.

Se tiveres o amor enraizado em ti,

nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."


Santo Agostinho




Durante este fim-de-semana estive num campo de férias para jovens diabéticos. Foi o meu primeiro campo de férias. Nunca fui criança de me entrosar facilmente no meio de desconhecidos e também nunca fui muito sociável devido a algumas condicionantes de vida. A experiência foi enriquecedora e gratificante. É certo que hoje, adulto e em trabalho, a realidade é diferente.

O curioso é que muitas questões internas me surgiram. Não só em relação a mim mesmo no passado e presente como em relação a todos os jovens que lá estavam. As idades variavam e, tanto rapazes como raparigas, partilhavam o dia em actividades e convívio. Alguns já se conheciam outros, novos, viviam a experiência e as pessoas pela primeira vez.

Em tudo o que mais pensei e observei foi a descriminação que surge em idades tão precoces. A discriminação pela minoria, pela novidade, até mesmo pela inocência e desconhecimento. Depressa pensei na sexualidade de todos aqueles jovens. Pergunto-me quantos não viverão mal a sua sexualidade por falta de acompanhamento, por medo e repressão, até mesmo de si para si mesmo. Quantos não se sentirão frustrados com a sua vida por falta de coragem, quantos não fingirão ser o que não são para poderem prosseguir o seu caminho e quantos terão a coragem para enfrentar tudo e todos e caminharem pela verdade de quem são: gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais.

O acompanhamento social não existe. A discussão da sexualidade é discutível. A que existe é ainda muito retrógrada. Não se fala abertamente e sem preconceito de orientação sexual, não como opção, mas como realidade natural.

Espero um dia ver essa sociedade…

PS: fica a foto do paraíso onde estivemos.



About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...