Estou de luto.
Sempre que passo por um velório surgem-me demasiadas perguntas. Sempre que passo pela morte ponho em causa a vida e o caminho que esta - a minha vida - toma. Ontém perdi a minha avó. Perdi-a para sempre e é isso que mais me doi. O momento em que tomamos consciência de que nada volta a trás. Nada do que se passou poderá repetir-se. A pessoa que sempre esteve presente, não o estará mais. Fez uma viagem. De ida. Sem volta.
E agora?
Como vivemos sem alguém que faz parte de nós? O que fazer nos momentos que estava com ela? Onde por a saudade, o amor, a tristeza... até quando deixar cair a lágrima? Ao longo da vida tenho perdido pessoas, algumas sem retorno. Porém, acho que não estou a conseguir pessoas, na vida, com capacidade de reposição das perdas... estou a ficar em saldo negativo!!!
Senti falta...
Senti hoje a falta do braço masculino que me envolvesse na minha dor. Do beijo suave no cabelo e da palavra vã, ainda assim, recompensadora, para tranquilizar o que não se tranquiliza... Senti-me, triste e só.
Acredito porém que melhores dias virão. Temos mesmo que acreditar, não é?
Até sempre querida avó......
"Ama e faz o que quiseres.Se calares, calarás com amor;
se gritares, gritarás com amor;
se corrigires, corrigirás com amor;
se perdoares, perdoarás com amor.
Se tiveres o amor enraizado em ti,
nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."
Santo Agostinho