Após esta longa ausência estou de regresso. De regresso a vida e aos seus problemas tentando aceitá-los, superá-los e continuar em frente. Está a ser difícil. As férias, essas, terminaram. Foram boas, muito boas mesmo! A Suíça é um país muito bonito em cultura, paisagem natural e arquitectural. As pessoas são sui generis, talvez pelo clima. Esse é frio e bem frio!!! Ponto curioso: há portugueses em todo o canto do mundo, até no meio das montanhas, no fim do mundo na Suíça… Aproveitei nestas férias e fui ao Europa Park (Alemanha). Muito giro! Demasiado grande para um dia, mas muito muito giro! E também aí estavam portugueses, claro! E ainda na cidade Suíça de Basel (onde fiquei) aproveitei para me divertir e tornar radical a minha passagem, pois eles têm nesta altura muitas diversões porque estão em festa e eu sou doido por coisas que andem a roda e me virem ao contrário e coisas assim e fartei-me de andar nas diversões. Em especial uma delas de nome TRANSFORMERS. O melhor sem dúvida!!!

Também fiz compras, obviamente! Os chocolates são divinais assim como as salsichas (falo das mastigáveis e engolíveis para as mentes mais malvadas). Comprei montes de perfumes que lá são super baratos. E Trouxe duas canecas (eu faço colecção) muito fofas, uma dela toca música… E obviamente que comprei chocolates e mais chocolates, ao ponto de quase ter que pagar 46 euros de peso a mais…

Deixo como PS o comentário bem negativo aos francos suíços. São moedas que nunca mais acabam e as notas parecem pequenos papéis de brincar… não gostei.















Apesar de tudo a vida continua. Nunca pensaram, num determinado momento das vossas vidas, como seria acordar e viver o dia seguinte, como seria viver a seguir e até ao final das vossas vidas com a certeza de nada ser igual ao que era? Pois bem, a verdade que todos sabemos mas por vezes nos esquecemos é que, na vida, nunca nada e certo ou igual ao que já foi e até mesmo ao que hoje é. A vida é uma constante mudança ao sabor da passagem do tempo tornando, cada momento, único e irrepetível. Por isso, aconteça o que acontecer, a vida continua!

Assim sendo, caros amigos, leitores e outros que só de passagem por aqui passam informo que vou de férias nos próximos tempos. Deixo mágoas e receios em terras lusitanas recheadas do fado e tristeza e parto com vontade e esperança para o frio e neve das terras Suíças em busca de diversão, paz de espírito e sossego do coração. Darei notícias no meu regresso e quem sabe até fotos…

E porque a vida continua, e a pedido especial de alguém igualmente especial, partilho convosco um sonho, em modo de esboço de vida futura, ainda pouco certo mas de contornos já definidos. Procurando a companhia necessária ao aconchego de uma casa e um lar, o nosso lar, acordei com uma amiga em morarmos juntos. Não é para breve. Porém, será o final dos dias de sossego de ambos e quando isso acontecer, homens, o vosso sossego terminou também (ou não). Até lá, vivo o sonho de tais aventuras, na esperança do fado da minha vida permitir o sonho esboçado passar a existência realizada.
A vida continua, sempre continuará, e não somos, em boa verdade, ninguém para a manipular. Somos apenas alguém para a viver. Vivão a vossa vida não se permitindo serem voces vividos por ela.

A condição humana atribuí-nos a estranha capacidade de amar. Esta, pode ser tão benéfica quanto maléfica para quem a vivência. Muito mais forte que a vivência do amor é a desilusão em quem e por quem se ama, mais até que o amor não correspondido. E estranho é, este sentimento, que imperceptivelmente se apodera de nós, da nossa identidade, comandando o nosso coração, qual motor vital da máquina que é o corpo e da existência que passa, a partir de então, a ter um propósito e a vivê-lo como sua razão de existência como se antes, apenas vivesse na expectativa eterna e insondável de tal acontecimento. Pior é, que a memória associada a essa estranha capacidade de amar, crie uma memória sentimental sem volta. O amor marca o coração e a mente, como cicatriz de ferro em brasa, de forma permanente com durabilidade indefinida mas a tender para o eterno na nossa duração.

A inevitável ida à terra trouxe consigo o reviver de memórias que a distância ajuda a reter no fundo do coração. Ao percorrer os caminhos que antes solitários (com vontade de amar) e depois nossos (amando), o coração, até aqui adormecido, despertou, mais ainda, quando numa esquina surge alguém cuja fisionomia, à primeira vista, se aproximava dos teus traços. O coração disparou e fez-me parar. O sentimento, contudo, mudou. Não senti ódio, não senti amor. Não senti saudade mas senti angústia de ver algo que, conscientemente, sei não querer ver, mesmo que a imaginação corra e me leve, por vezes, até esse encontro que não quero que aconteça.

Percebi a vontade e desejo que tenho de esquecimento. Agarro-me à percepção de vida errada para que caminhava. Certeza constante de desconforto e desconexão de vidas. Nem tudo são rosas… e quero esquecer. Porém, sinto-me preso ao que vivi pela memória emocional que não escolhi seleccionar, porém, certo que se escolhesse, sem antevisão do futuro, a escolheria, crente na continuidade do que se crê ser duradoiro no inicio de uma relação. Percebi, de forma clara e inequívoca, a vontade que tenho em lembrar-me, todos os dias, de te esquecer. Se esquecer-te não for possível, lembrar-me-ei de o fazer todos os dias. Até um dia, em que a tua lembrança seja apenas mais uma lembrança recôndita na memória do coração. Não sei o que guardarei de ti: se os momentos bons ou os momentos maus. Porém estou certo que me acompanharás para sempre. Apenas e se necessário, para sempre, me lembrar de te esquecer.




Serve este post para aceitar e dar continuidade ao prémio que recebi em duplicado: Olha que blog Maneiro! (o primeiro prémio do blog!) Ele agradece e o seu autor também a todos aqueles que perdem algum tempo das suas vidas a passar por cá, a lê-lo, a ouvir o que vai tocando, a ver as imagens, enfim, a ver a expressão daquilo que vai surgindo nesta minha cabecinha ou coração… Claro que em especial tenho que agradecer ao MM e ao R_C_Y a distinção.

Estão, assim cumpridas duas das três regras deste prémio, passo à divulgação e distinção de mais felizes contemplados…. Suspense…. E os vencedores são:

Como forma de dar continuidade a esta cadeia deverão, os contemplados, proceder aos seguintes pontos:

  1. Exibir o selo do prémio;
  2. Publicar o link do bloguer que vos escolheu;
  3. Premiar outros blogs e notificá-los.

Em jeito de comemoração deixo uma nova música que encontrei enquanto escrevia este post.




Confesso, estava a morrer de curiosidades várias… Depois do convite aceite, armei-me com amiga de baixo do braço e eis que lá vamos nós, todos pimpões, rumo ao Casino Estoril. O espectáculo, esse, prometia mentes e olhos livres de preconceito frente a exposição de 8 rapazes que mostram, em nome da arte e sabe-se lá mais o quê, o que têm de mais íntimo (e não me refiro, claro, às suas almas) – Rapazes Nus a Cantar!.

Para quem não sabe o espectáculo, de origem americana, existe há 10 anos, tendo já sido realizado e adaptado em vários países. Surge em Portugal pelas mãos dos irmãos Feist. Como musical que é permite aos espectadores a música, representação, dança acerca do homem e do que o caracteriza: os seus órgãos genitais! E, para estar em completa consonância com o propósito, encontram-se pois, os ditos cujos, expostos.

Ora, porque gosto de espectáculos, cultura e musicais eis que tive curiosidade sobre tal, mais ainda sendo gay e podendo ver, integralmente, belos homens, na plenitude da sua essência que tanto amo! Contudo, devo confessar que cantar lá cantaram mas, a mim, não me encantaram…

Esperava uma temática focada na masculinidade no seu global e surge, quase maioritariamente, um musical gay! Seguia-se as vozes que, excepto duas ou três, não são capacitadas aos requisitos musicais da peça. As coreografias pareceram-me pouco trabalhadas e muito menos originais… Felizmente também ouve coisas boas, claro. De salvaguardar o grande talento do Nuno Feist ao piano, as musicas, embora a tradução/adaptação tenha ficado longe da perfeição, foram interessantes. Destaco um momento em especial, muito bonito e romântico, entre dois dos actores, para mim as melhores vozes e a melhor música do espectáculo.

Bom, e as pilas, o que vos tenho eu a dizer, … são pilas!!!

A noite seguiu nas slot machines, como não podia deixar de ser, em que joguei 5€ e tirei 20€… Para os invejosos ou invejosas, apenas digo que foi a primeira vez que aconteceu. Será que o azar no amor está agora a dar os seus frutos em retardado?

Para acabar mesmo, mesmo bem, só podia ser no bar, ao som de música ao vivo em frente a um grande gelado de brownie, gelado, nozes e chantilly com topping de morango…

Obrigado miga!

Sem dúvida doméstico. Dia 28 foi o dia do solteiro. Não fazia a mínima ideia que tal dia existia! Agradeço a um bloger simpático que deu essa informação… Acreditem ou não eu sentia que nesse dia tinha algo a comemorar e de facto tinha razão.

Não ao jeito de comemoração mas muito adequado à situação esteve o meu dia. Virei um autêntico homem doméstico! Desde que acordei até que fui trabalhar à noite lavei e sequei roupa, aspirei e lavei o chão, arrumei o quarto, dobrei roupa e fiz a cama, qual escrava Isaura. Podia o meu dia estar mais adequado à comemoração? Ora eis que no final do dia me questiona uma pessoa fixe, daquelas mesmo fixes, se fui doméstico ou domesticado…? Não se está mesmo a ver? Acreditando na sabedoria popular: antes só que mal acompanhado! Nem sempre estão certos os provérbios porém trazem consigo a aprendizagem de vida ao longo de gerações e gerações, por vezes os tempos é que mudam…

E que bela forma de descontrair antes do trabalho se não regressando à família que mais gosto? Bem-vindos Brothers and Sisters… Já tinha saudades vossas. O trama familiar envolvente, a paixão e intensidade de cada personagem, as promessas de mudança no enredo… o caos de vida de cada um que depressa passa a ser o de todos! Adoro esta série…! Recomendo a todos os interessados.

E hoje conheci mais uma daquelas pessoas que comummente se designam de in pack! Pelo menos acredito nisso mesmo. A estrela de David assenta-lhe muito bem para a protecção do seu coração na luta que vem travando – conseguirás um dia alcançar o que seja melhor para ti… Estarei aqui se precisares e bem-vindo a este meu pequeno cantinho.


Sem dúvida que sou alguém doméstico por domesticar… Não por opção mas porque assim é de momento... Aceitam-se candidatos, alguém se propõe?

Ainda me sinto estranho quando me perguntam como estou. Digo que sim, estou bem porque afinal não estou mal. Quem não teve um desgosto de amor? Serei ridículo ao sofrer e deixar a mágoa invadir-me por dentro e por fora? Sofrer por quem não merece ou sofrer por mim que sinto ser merecedor mas a vida teima em achar que não, por mim, em vez de mim ou comigo e eu sou o único que não me apercebo…? Começo a ficar cansado de mim e deste estado de espírito enublado em que me encontro mas não sinto escolha nele mesmo. Não sinto escolha na possibilidade do amor errado, não sinto escolha na possibilidade de sofrer ou não sofrer, não sinto escolha num futuro melhor, não sinto escolha…

Têm-me criticado! Alegam que tenho o que quis e posso ter o que quero! E eu só me pergunto (e mais que isso, tento desbravar esse caminho de vida) se realmente assim será. Desligo-me de mim mesmo e olho em redor: tenho a minha vida determinada pela minha vontade, a minha profissão que conscientemente escolhi, o meu trabalho que por sorte (é no que acredito) consegui, a área profissional de eleição, uma em várias, tenho amigos… Mas depois de tudo o que vejo, o que procuro não encontro. Não tenho amor.

Coisas pequenas não são pequenas coisas e é com elas que eu sobrevivo. Não são pequenas coisas e é isso que me faz continuar em frente, dia após dia. E nesses dias é onde encontro coisas pequenas … os jantares com amigos, a palavra da amiga, a mensagem do amigo, o amor-perfeito a crescer no jardim, as conversas e partilhas, mesmo que parvas, os prazeres, mais intelectuais que físicos, retirados da leitura, televisão, computador, ps2… pequenas fogueiras que tentam aquecer o coração.

A todos, a tudo, obrigado pelo esforço. Acredito que um dia conseguirei…

… e uma grande ajuda acabou de regressar: Anatomia de Grey. O que eu gosto desta série! Novos episódios em que chorei e ri, vivi com aquelas personagens as suas vidas, fictícias, mas ainda assim, tão reais e palpáveis. E a propósito, se alguém conhecer um O’Malley eu estou interessado…

PS: Estava já canso da mesma música. Trago uma nova sugestão. Espero que gostem tanto como eu…


About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...