... de bom, grande, feliz, alegre, divertido, barulhento e recheado Natal. Ofereço a todos a árvore apenas com as luzes para que a possam decorar com as vossas cores...


Não pesem que me tinha esquecido. A última semana e que me roubou concentração e focagem entre tirar a carta (finalmente!) escolher e comprar o carro e trabalhinho, algum trabalhinho… Ser adulto custa. Se possível seria eternamente criança!

Retornando ao post em falta aqui fica a confirmação das minhas 7 verdades e o desmascarar das minhas 3 mentiras. Às apostas registadas lamento mas nenhum de vós ganhou o prémio. Mas houve quem o tivesse conseguido, embora não tenha apostado… Por isso, fica o prémio para Jackpot.

Ora, começando pelo princípio. “Ainda durmo com um cobertor de infância.” Completamente verdade. É uma dependência estranha entre mim e ele. Não é um cobertor específico mas sim qualquer um que tenha um rebordo num tecido de remates comum aos brinquedos dos bebés e bem fofinho. Até no trabalho eu arranjei um fiel substituto. E o que faço eu com ele? Passo os tão conhecidos sabugos, peles e unhas lascadas… Não perguntem mais mas sou dependente disso.

“Já assaltei uma casa.” Pois, é verdade. Quase que vejo a cara de choque dos que lêem. E se perguntarem o que roubei vos digo que foi um pequeno livro de imagens e orações. Era fofo e foi o que fascinou os meus olhinhos de 8 anos. Não passou de uma brincadeira (infeliz) de entrar numa casa desabitada. Mas, para todos os efeitos, constituiu um assalto.

“Já troquei prendas de natal sem ninguém saber e para meu benefício.” Outra verdade. Fazemos coisas tão mazinhas em crianças… A consciência é uma coisa tramada, tenho por hábito dize-lo. Pois, fi-lo por inveja da prenda. Entenda-se que estamos a falar de algo praticamente simbólico que era um pequenino jogo de legos.

“Não sei cozinhar.” Eis a primeira mentira. Sei cozinhar sim senhor. Aliás, adoraria ser cozinheiro e dedicar-me bem mais a essa tarefa. Prefiro os doces como molotof, semi-frios, bolos de chocolate mas também pratos como bacalhau assado com batatas a murro, frango com natas, massas, quiches, enfim, venha a receita e tudo se arranja.

“Não gosto de comer com a mão.” Completamente verdade. Detesto comer e sujar as mãos! Os talheres servem para alguma coisa, mesmo na luta que se trava com o frango, entrecosto e camarão! Estão a imaginar o quão javardo é comer camarão à mão e depois… as batatas? e a salada? E quando quero beber e o copo fica todo sujo? Não gosto, mesmo com as muitas piadas por parte da minha querida família nos jantares de natal.

“Só fiz cábulas uma vez num teste de FQ.” Outra verdade. Não entendam como menino do tipo atinadinho ou nerd. Simplesmente a ideia de cábula foi coisa com que nunca me dei muito bem. Copiar sim! Aconteceu apenas uma vez quando a Sra. Professora (das criaturas mais burras que já conheci) fez um teste para testar os 18’s da turma. O fascinante é que na turma só tínhamos um (e estava longe de ser o meu)! Podem imaginar o sacrifício que não foi conseguir um 11!

“Sou viciado em jogos.” Eis a segunda mentira. Eu bem tento viciar-me mas nada, não consigo. É tudo giro no inicio mas depois aborreço-me e entedio-me com os jogos. Tenho um lugar cativo pelo Tomb Raider mas nem esse é muito permanente.

“Nunca consegui odiar ninguém.” Verdade verdadeira. E não foi por falta de oportunidades na vida para com outros. Mas ódio foi sentimento que nunca senti. Os sentimentos são coisas estranhas. Não são passíveis de ser transformados em palavras ou de ser transmitidos por qualquer forma. Assim sendo, pergunto-me muita vez, se o que sinto é o que a outra pessoa sente. Porém, acreditando saber o que é ódio, foi sentimento que nunca senti. Também já me disseram que, assim sendo, nunca amei pois ambos são sentimentos em igualdade de dimensões… Não acredito. Mas cada um pensa por si e, acima de tudo, sente por si.

“Levo até ao fim tudo aquilo em que me envolvo.” Infelizmente é mentira. É das coisas que menos gosto em mim. Mas a verdade e que não sou nada persistente nem obstinado e associando isso a uma preguiça bem grande, dá no abandono e desmotivação em muito do que me envolvo ou proponho.

“Não visto fatos de treino nem pólos.” E por último, descobertas as 3 mentiras, só pode esta ser verdade. Não tem explicação. São simples peças de roupa que até posso gostar na prateleira ou no corpo de alguém mas não no meu. Pancas, cada um com as suas;) Afinal é o que nos torna únicos. :D

Foi-me proposto um desfio em rede pelo meu querido vizinho e longínquo amigo confidente Me, myself and I ao qual dou resposta neste post. Pois bem, cabe-me listar 10 factos acerca da minha pessoa. Contudo apenas 7 são verdadeiros sendo os restantes 3 falsos. Cabe a vos, leitores, identificar esses 3 factos erróneos.

1. Ainda durmo com um cobertor de infância.
2. Já assaltei uma casa.
3. Já troquei prendas de natal sem ninguém saber e para meu benefício.
4. Não sei cozinhar.
5. Não gosto de comer com a mão.
6. Só fiz cábulas uma vez num teste de FQ.
7. Sou viciado em jogos.
8. Nunca consegui odiar ninguém.
9. Levo até ao fim tudo aquilo em que me envolvo.
10. Não visto fatos de treino nem pólos.

E para promover a continuidade do desafio passo a bola ao Filipe M., André! e Fernanda.

PS: Deixem-me partilhar a minha incredualidade: como é possível a TVI ter ganho um emmy com uma novela? Ainda mais aquela? Para além disso acreditava eu que nomes não tinham tradução possível. Mas para a novela teve uma ligeira mudança de nome para “My Love”?!


Fazia já muito tempo que não fazia um puzzle. Motivado pelo mero acaso de me deparar com ele e pela monotonia de vida acabei por adquiri-lo. Não numa loja da especialidade, nem tão pouco no Toy-s-rus. MAS sim numa loja dos chineses. Eles têm sempre tudo não é verdade? Não sei como é com vocês mas depois de o ter completo gosto de deixar a minha marca, ou seja, viro-o ao contrário e numero-o todo... ou melhor, punha o meu pai a numera-lo. Não vivendo com eles e percebendo que eles até servem para alguma coisa, ia meditando na questão. Mas ao abrir a caixa eis o meu ar de espanto ao ver o que nunca vi: o puzzle trazia instruções de montagem! E podem perguntar "Como?" que eu explico. Toda a parte posterior do puzzle está timbrada com vários quadrantes preenchido por número salteados. Assim sendo, basta ir encaixando as peças com os números correspondentes desse mesmo quadrante. Achei fenomenal. Só mesmo sendo dos Xinocas:D Mas ainda assim não é perfeito. Eles podem ser muito bons mas escapa-lhes sempre alguma coisa. Os quadrantes das instruções eram diferentes dos do puzzle. Podem estar a perguntar-se como sei e eu admito... Vá, naquela parte toda do céu recorri a esta estratégia... Afinal de contas os recursos são para aproveitar! ;)

Harry Potter... Era tão bom que o final feliz estivesse certo e garantido após o sofrimento incerto...

Tenho feito algumas incursões ao Pavilhão Atlântico ultimamente. Iniciou-se com o Cirque du Soleil do qual sou fã, não incondicional, mas muito bem agradado. Mais um espectáculo brilhante de cor, vida, movimento, coordenação onde o pormenor é o que mais importa. Porém, devo confessar, talvez por que seja este o espectáculo mais antigo, fiquei com a sensação que soube a pouco... e em muito comparado com outros. Não deixou, de longe, a sua beleza e magia deixar de agradar e espantar. E aquelas músicas deixam-me arrepiado... Antecedendo o concerto esteve uma fantástica refeição na Brasserie de L'entrecote. Aconselho vivamente, mesmo sendo um pouco caro. Afinal de contas estamos em crise!


De forma bem curiosa e bastante engraçada a crise e o esforço monetário foi destacado por este Senhor aqui do lado. Adjectivo ausente de forma propositada pois, o que ele fez esta noite foi de uma magia inqualificável. Gosto e utilizando palavras já escritas - não sou fã incondicional. Mas, apaixonei-me... A definição de Espectáculo viu-se ali concretizada. Simplesmente fenomenal. Muito mais que músicas, a interacção, interpretação, a voz fenomenal e posta à prova!!! Podem não acreditar, mas tenho umas quantas mil testemunhas, em que este belo e jeitoso vozeirão cantou para todos no atlântico sem micro!!! E acreditem, todos as quantas mil testemunhas o ouviram. E até fogo de artificio houve. Dá quase vontade de dizer: mais e mais... soube a pouco!


Bom, como próximas actividades já que recusei o concerto dos 30 Seconds to Mars, por necessidade estrita, seguir-se-à, até novas ordens, os grande Bon Jovi! Já ando a recrutar companhia...



Esta não é a música do concerto mas foi uma cantada neste versão deliciosa. Desde já desculpas a todos pelas vozes desafinadas que se fazem ouvir, mas o Youtubii não corrigiu o facto... ;)




Reli Vagabundos de Nós, de Daniel Sampaio. Foi um dos primeiros livros abordando a temática da homossexualidade que li na minha adolescência. Passaram já alguns bons aninhos desde que o tinha feito e apenas me recordava de ter gostado do livro. Recordava-me, vagamente, de algum choque sobre o que lia. Até de algum estranho receio de o ler. Mas, em boa verdade, pouco mais me conseguia lembrar. Tinha sublimado ao esquecimento o livro sem perceber o porque. Reavivada a memória percebo.

O livro consegue ter o traçar o caminho real da realidade daqueles que partilham esta orientação sexual. A sua escrita não se foca. Não é para nós. Não é para eles. Destina-se a todos. A identificação com as personagens ficcionais assusta quem lê. Obviamente que falo em nome pessoal. Mas atrevo-me a generalizar a muitos de vós, contendo-me para não dizer todos vós.

Os medos, receios, as angustias e a solidão. A diferença e a percepção da diferença. Os primeiros passos em perceber, assumir de nós para nós ou não querer perceber e assim fugir de nós mesmos. As primeiras experiências… Uma vida como tantas vidas. "Vagabundos da nossa condição". Brilhante a expressão.

Vivemos como vagabundos num mundo que não nos quer incluir. Em que não é dada a opção de viver. E, desde muitos cedo, temos que lidar com a nossa diferença e com dança e balanço vivermos ou sobrevivermos. Culpados os outros mas também nós. Nós, que por medo, receio e angustia, vestimos essa pele de vagabundos em nós e de nós. Nos escondemos e evitamos demonstra
r aos outros a homossexualidade como realidade presente e comum a todos.

Curioso mas francamente verdadeiro, uma das problemáticas que mais me incomodam, Daniel Sampaio escreve, já quase no final do livro e também quase despercebido e pouco aprofundado: “a homossexualidade não é doença mas uma opção, onde esteve a alternativa no meu caso?”. Será que quem o diz não para dois segundos para pensar? Quem, no seu juízo perfeito, escolheria, se a escolha fosse possível, o caminho mais difícil? Aquele sem destino certo, com dor, sofrimento, descriminação e incerteza a cada curva… Não, desengane-se quem o diz. Não é uma
escolha! É sim uma verdade. A dura verdade que cabe em cada um de nós.

E vivendo, sendo eu como sou, não perco a esperança de que um dia “em silêncio me demoro a olhar para ele, no seu olhar revejo o mar em frente da casa abandonada” paraíso da minha alma.

About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...