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... temos que dar a volta por outro lado! E não temos nós outro remédio.

Antes de mais devo admitir a minha culpa no abandono deste cantinho. Não é esquecimento nem tão pouco desinteresse mas sim, apenas e só, circunstâncias da vida. Entre trabalho, formações, cursos, namorado, carro novo, o tempo tem sido pouco, mas bem aproveitado;)

E o dia de ontem seria supostamente de descanso se as coisas tivessem corrido como planeado! Mas não aconteceu... Esperava eu dormir até tarde, levantar sem pressas, ir ao ginásio e ganhar tempo até o namorado chegar, jantar e passar uma noite calma no trabalho. Esperava mas na verdade não passou da expectativa, pois nada correu como planeado.

Acordei tarde é certo e quando me preparava para ir ao gym apercebi-me que não tinha roupa lavada. Ora, para lavar roupa precisava do pijama que tinha vestido (pois já estava na hora de ver a máquina da roupa). Assim sendo, tinha que tomar duche para vestir algo lavadinho e já que ficava pronto porque não sair de casa? Decidi então ir às compras e dedicar-me à culinária (hobbie há muito esquecido).

A compra de meia-dúzia de coisas não demorou menos que 1hora, isto porque, para além dos dois carros de compras dos senhores à minha frente na caixa, tinham um filho que conseguiu estragar o alarme e sempre que passava de mãos no ar fazia-o disparar. Resultado, teve que vir um segurança, para o levar para uma sala e o revistar. Resultado: eu à espera! E o gajo ainda por cima era feio...

Finalmente em casa esperava-me o empreendimento de petit gateaux de chocolate e menta. Confiante que seria coisa rápida dei aso à imaginação com ajuda da vara de arames. Mais uma vez enganado. Achando que a receita era pequena vai, aqui o esperto, de duplica-la! para além disso, consegui trocar e, em vez de ler 8 gemas, li 8 claras! Resultado: tinha uma massa bem liquida que tentei a todo o custo engrossar (até o robot de cozinha por estrear eu fui buscar em desespero de causa!). Consegui não duplicar mas sim triplicar a receita no final de contas. Tinha massa para fazer petit gateaux para um batalhão! Mas só comprei formas para 12...

O que fazer com a restante massa? Resolução: um bolo. E para isso escolhi uma daquelas formas amovíveis. Tudo pronto a ir para o forno lá vai e eu dedico-me às toneladas de loiça que consegui sujar (entre atender o telemóvel que não parava de tocar).

Bastaram uns minutos para começar a cheirar a queimado! Só não conseguia perceber de onde... Depois de olhar 3 vezes para o forno percebi que a forma do bolo não era bem para este bolo e estava a verter a massa para cima da chapa do forno! Demorei umas boas 2 horas entre tirar os petit gateaux que já não o eram e passaram a ser mufins de chocolate e menta, a desencrostar o bolo queimado do forno e a salvar a restante massa e sim, acabar de lavar a loiça...

Conseguiu chegar o namorado e eu ainda na cozinha! Ainda nos divertimos um bocadinho (nem tudo pode correr mal) e la jantamos à pressa, mesmo assim consegui chegar tarde ao trabalho!

Quanto à noite, arrastei-me de sono pelos corredores, mas lá se fez. Agora que devia estar a dormir estou aqui a escrever este post...

Enfim, nem tudo corre como planeamos e ainda bem... se não, que piada tinha a vida?

Este não é um dos meus mas estavam bem parecidos e até sabiam muito bem.

Não pesem que me tinha esquecido. A última semana e que me roubou concentração e focagem entre tirar a carta (finalmente!) escolher e comprar o carro e trabalhinho, algum trabalhinho… Ser adulto custa. Se possível seria eternamente criança!

Retornando ao post em falta aqui fica a confirmação das minhas 7 verdades e o desmascarar das minhas 3 mentiras. Às apostas registadas lamento mas nenhum de vós ganhou o prémio. Mas houve quem o tivesse conseguido, embora não tenha apostado… Por isso, fica o prémio para Jackpot.

Ora, começando pelo princípio. “Ainda durmo com um cobertor de infância.” Completamente verdade. É uma dependência estranha entre mim e ele. Não é um cobertor específico mas sim qualquer um que tenha um rebordo num tecido de remates comum aos brinquedos dos bebés e bem fofinho. Até no trabalho eu arranjei um fiel substituto. E o que faço eu com ele? Passo os tão conhecidos sabugos, peles e unhas lascadas… Não perguntem mais mas sou dependente disso.

“Já assaltei uma casa.” Pois, é verdade. Quase que vejo a cara de choque dos que lêem. E se perguntarem o que roubei vos digo que foi um pequeno livro de imagens e orações. Era fofo e foi o que fascinou os meus olhinhos de 8 anos. Não passou de uma brincadeira (infeliz) de entrar numa casa desabitada. Mas, para todos os efeitos, constituiu um assalto.

“Já troquei prendas de natal sem ninguém saber e para meu benefício.” Outra verdade. Fazemos coisas tão mazinhas em crianças… A consciência é uma coisa tramada, tenho por hábito dize-lo. Pois, fi-lo por inveja da prenda. Entenda-se que estamos a falar de algo praticamente simbólico que era um pequenino jogo de legos.

“Não sei cozinhar.” Eis a primeira mentira. Sei cozinhar sim senhor. Aliás, adoraria ser cozinheiro e dedicar-me bem mais a essa tarefa. Prefiro os doces como molotof, semi-frios, bolos de chocolate mas também pratos como bacalhau assado com batatas a murro, frango com natas, massas, quiches, enfim, venha a receita e tudo se arranja.

“Não gosto de comer com a mão.” Completamente verdade. Detesto comer e sujar as mãos! Os talheres servem para alguma coisa, mesmo na luta que se trava com o frango, entrecosto e camarão! Estão a imaginar o quão javardo é comer camarão à mão e depois… as batatas? e a salada? E quando quero beber e o copo fica todo sujo? Não gosto, mesmo com as muitas piadas por parte da minha querida família nos jantares de natal.

“Só fiz cábulas uma vez num teste de FQ.” Outra verdade. Não entendam como menino do tipo atinadinho ou nerd. Simplesmente a ideia de cábula foi coisa com que nunca me dei muito bem. Copiar sim! Aconteceu apenas uma vez quando a Sra. Professora (das criaturas mais burras que já conheci) fez um teste para testar os 18’s da turma. O fascinante é que na turma só tínhamos um (e estava longe de ser o meu)! Podem imaginar o sacrifício que não foi conseguir um 11!

“Sou viciado em jogos.” Eis a segunda mentira. Eu bem tento viciar-me mas nada, não consigo. É tudo giro no inicio mas depois aborreço-me e entedio-me com os jogos. Tenho um lugar cativo pelo Tomb Raider mas nem esse é muito permanente.

“Nunca consegui odiar ninguém.” Verdade verdadeira. E não foi por falta de oportunidades na vida para com outros. Mas ódio foi sentimento que nunca senti. Os sentimentos são coisas estranhas. Não são passíveis de ser transformados em palavras ou de ser transmitidos por qualquer forma. Assim sendo, pergunto-me muita vez, se o que sinto é o que a outra pessoa sente. Porém, acreditando saber o que é ódio, foi sentimento que nunca senti. Também já me disseram que, assim sendo, nunca amei pois ambos são sentimentos em igualdade de dimensões… Não acredito. Mas cada um pensa por si e, acima de tudo, sente por si.

“Levo até ao fim tudo aquilo em que me envolvo.” Infelizmente é mentira. É das coisas que menos gosto em mim. Mas a verdade e que não sou nada persistente nem obstinado e associando isso a uma preguiça bem grande, dá no abandono e desmotivação em muito do que me envolvo ou proponho.

“Não visto fatos de treino nem pólos.” E por último, descobertas as 3 mentiras, só pode esta ser verdade. Não tem explicação. São simples peças de roupa que até posso gostar na prateleira ou no corpo de alguém mas não no meu. Pancas, cada um com as suas;) Afinal é o que nos torna únicos. :D


Fazia já muito tempo que não fazia um puzzle. Motivado pelo mero acaso de me deparar com ele e pela monotonia de vida acabei por adquiri-lo. Não numa loja da especialidade, nem tão pouco no Toy-s-rus. MAS sim numa loja dos chineses. Eles têm sempre tudo não é verdade? Não sei como é com vocês mas depois de o ter completo gosto de deixar a minha marca, ou seja, viro-o ao contrário e numero-o todo... ou melhor, punha o meu pai a numera-lo. Não vivendo com eles e percebendo que eles até servem para alguma coisa, ia meditando na questão. Mas ao abrir a caixa eis o meu ar de espanto ao ver o que nunca vi: o puzzle trazia instruções de montagem! E podem perguntar "Como?" que eu explico. Toda a parte posterior do puzzle está timbrada com vários quadrantes preenchido por número salteados. Assim sendo, basta ir encaixando as peças com os números correspondentes desse mesmo quadrante. Achei fenomenal. Só mesmo sendo dos Xinocas:D Mas ainda assim não é perfeito. Eles podem ser muito bons mas escapa-lhes sempre alguma coisa. Os quadrantes das instruções eram diferentes dos do puzzle. Podem estar a perguntar-se como sei e eu admito... Vá, naquela parte toda do céu recorri a esta estratégia... Afinal de contas os recursos são para aproveitar! ;)

Uma das músicas que se ouviu no final da noite

... caí na cama e adormeci! O dia foi longo, muito longo, e estranho, muito estranho, ou melhor, deu-me mais uma vez que pensar, como tem acontecido com muita coisa nestes últimos tempos. Mas passo a explicar-me.

Anteontem à noite estive em auxílio de uma amiga. Inicio de namoro é complicado e juntou-se uma pequena zanga, um tempo de espera e ela acabou por ficar em minha casa até eu não aguentar mais e ter que me deitar. A partir daí lá foi ter com o seu príncipe que espero, por ela, que seja real sem falsos encantados.

Dei-me finalmente aos meus lençóis de corpo e alma. Umas (poucas) horas depois o despertador tocou. Seguiu-se o trabalhinho das 8h as 22:30h. Porém, o descanso merecido do guerreiro ficou adiado com um convite dos colegas para uns copos. Afinal de contas era sábado à noite…

Admito que um pouco reticente lá aceitei o convite. Passei rapidamente por casa para mudar de roupa e lá fomos ao encontro do grupo seguindo para a noitinha…

Bom, em breve suma, seguiu-se Porão de Santos, Number Two, Porão de Santos (again) e terminamos a noite no The Loft. Resultado: cheguei a casa passavam das 7horas, depois de uma directa e com algumas coisas na cabeça.

Chamem-me o que quiserem. Admito que a diferença está em mim, face à maioria, mas o segredo de cada um de nós reside na nossa individualidade. Por isso mesmo, admito que eu e o mundo da noite não ligamos muito bem! Á todo um rito, quase que devoção, que me escapa e passa ao lado, principalmente a continuidade e sistema com que muitos o fazem.

Foram poucas as horas mas o que vi chegou para me relembrar do porque é que não o faço mais vezes. Gosto de dançar, ou melhor, gosto de me abanar ao som da música, de vez em quando. É uma forma de libertar tensões acumuladas, principalmente se em boa companhia.

Mas aquilo que encontro é um ambiente onde mal me consigo mexer, em que o som, quase que deixa de ser música e passa a ser dominada pela batita, pelo remix, e pela monotonia. Das duas, uma: ou a companhia é mesmo muito boa e tu não a largas (fisicamente claro) ou então é para esquecer porque se torna impossível falares com alguém!

Depois, acabas por te refugiares no teu amigo mais próximo: o copo da bebida. Não sou fanático por álcool e não o consumo constantemente, porém também não tenho qualquer problema com ele. Nunca estive verdadeiramente bêbado e não tenciono estar. Por outro lado, não consigo entender a necessidade que muitos têm desse estado fora de si mesmos! Para mim não passa de uma forma de serem alguém diferente do que verdadeiramente são sem o conseguirem de forma sóbria e conscientes de si… Isto não é uma filosofia barata e acima de tudo não é um juízo, espero portanto que não levem a mal, pois consiste apenas na minha opinião. Ninguém fica bêbado sem consciência de que o faz. Pergunto-me por isso porque não pára antes?

Em consequência vêm-se coisas como: pancadarias, brigas, vómitos, zangas… tudo recheou a noite. Actos que muitos terão para se arrepender mais tarde…

Assumo a minha culpa: sou diferente. Não me identifico com nada disso. E quando no final da noite me perguntaram se voltaria a ir a resposta ficou em aberto e não podia ser de outra forma.

Gosto de estar com os meus amigos, os verdadeiros, cada vez mais raros. Gosto de os ouvir e de ser ouvido por eles, estar confortável, ter uma boa bebida comigo, melhor comida se possível. Brincar, sorrir conversar, dançar, e no final da noite ou a qualquer altura dela chegar a casa com um sorriso, o corpo cansado e fechar os olhos no aconchego dos meus lençóis com a consciência de que sou eu e nunca deixei de o ser…

Constante, incessantemente,
Procuro encontrar
Um dia, num dia,
O que outrora julguei ter.
Iludido na realidade
Enganado na verdade
Em prol da determinação
Desejada e ainda mais sentida,
No antes e no depois,
Mas sempre no agora,
De querer.
Sempre querer.
E Para sempre querer.
Sofrido, destroçado
Pelo longínquo destino
Que a meio fica cortado.
Ainda assim,
Pelo trilho condenado
Caminho alegrando os outros,
Mas mais a mim,
Num fingimento forçado
De quem acredita no que quer acreditar
Deixando, dia após dias,
De acreditar um pouco mais.
Acreditando um pouco menos.
Nunca deixando de acreditar.
E quando a meta surge,
Na possibilidade do querer,
O sentimento acontece.
Mas mais cedo,
Ou sempre mais tarde,
A verdade aparece,
Franca ou dissimulada,
Fazendo da vida
Um jogo sem regras
Tendo como regra única
Não ter para poder querer.
E assim acreditar.
Para sempre querendo.


Não sou como um rio que corre mas como uma gota que escorre, do outro lado de um vidro, lá fora, nestes tempos chuvosos. Sem sentido ou rumo certo vagueia, ao sabor do vento, que mais para a direita ou mais para a esquerda, a vai empurrando sem vontade na descida que lhe cabe. Mas não solitária, muitas outras gotas, como ela, a cercam nesse caminho curvo e incerto. Tão iguais como diferentes de si mesma. E incerta é também a forma como ao fim chegará, na hipótese de chegar. Porque tudo não passa de hipóteses! E neste lema vai descendo o frio, rígido e intransponível vidro numa dança forçada, na qual, nem sempre se sai bem. Mas continua. E eis que numa dessas curvas, outra, quase como ela, surgiu. Outra como outras. Mas na sua vontade incerta surgiu a vontade certa de que o vento soprasse mais para a direita. Por coincidência o vento deu um pequeno suspiro que ela depressa aproveitou. Mas a cautela tomou-se de consciência e não se fundindo permitiu-se ficar lado a lado por esse caminho. Tão perto que quase se tocam, por vezes. Partilham agora a descida sinuosa na verdade, não plena mas sincera, da pequenez de gota que cada uma é e traz em si. Continua a descer. Perdida na incerteza de juntas continuarem. Perdida na vontade da outra. Perdida, mais ainda, no temor do que possa calhar como hipótese no vento que se sente. Porque tudo são hipóteses! E como certo está apenas o chão, como fim do vidro, dando fim certo ao caminho.


Apesar de tudo a vida continua. Nunca pensaram, num determinado momento das vossas vidas, como seria acordar e viver o dia seguinte, como seria viver a seguir e até ao final das vossas vidas com a certeza de nada ser igual ao que era? Pois bem, a verdade que todos sabemos mas por vezes nos esquecemos é que, na vida, nunca nada e certo ou igual ao que já foi e até mesmo ao que hoje é. A vida é uma constante mudança ao sabor da passagem do tempo tornando, cada momento, único e irrepetível. Por isso, aconteça o que acontecer, a vida continua!

Assim sendo, caros amigos, leitores e outros que só de passagem por aqui passam informo que vou de férias nos próximos tempos. Deixo mágoas e receios em terras lusitanas recheadas do fado e tristeza e parto com vontade e esperança para o frio e neve das terras Suíças em busca de diversão, paz de espírito e sossego do coração. Darei notícias no meu regresso e quem sabe até fotos…

E porque a vida continua, e a pedido especial de alguém igualmente especial, partilho convosco um sonho, em modo de esboço de vida futura, ainda pouco certo mas de contornos já definidos. Procurando a companhia necessária ao aconchego de uma casa e um lar, o nosso lar, acordei com uma amiga em morarmos juntos. Não é para breve. Porém, será o final dos dias de sossego de ambos e quando isso acontecer, homens, o vosso sossego terminou também (ou não). Até lá, vivo o sonho de tais aventuras, na esperança do fado da minha vida permitir o sonho esboçado passar a existência realizada.
A vida continua, sempre continuará, e não somos, em boa verdade, ninguém para a manipular. Somos apenas alguém para a viver. Vivão a vossa vida não se permitindo serem voces vividos por ela.

A condição humana atribuí-nos a estranha capacidade de amar. Esta, pode ser tão benéfica quanto maléfica para quem a vivência. Muito mais forte que a vivência do amor é a desilusão em quem e por quem se ama, mais até que o amor não correspondido. E estranho é, este sentimento, que imperceptivelmente se apodera de nós, da nossa identidade, comandando o nosso coração, qual motor vital da máquina que é o corpo e da existência que passa, a partir de então, a ter um propósito e a vivê-lo como sua razão de existência como se antes, apenas vivesse na expectativa eterna e insondável de tal acontecimento. Pior é, que a memória associada a essa estranha capacidade de amar, crie uma memória sentimental sem volta. O amor marca o coração e a mente, como cicatriz de ferro em brasa, de forma permanente com durabilidade indefinida mas a tender para o eterno na nossa duração.

A inevitável ida à terra trouxe consigo o reviver de memórias que a distância ajuda a reter no fundo do coração. Ao percorrer os caminhos que antes solitários (com vontade de amar) e depois nossos (amando), o coração, até aqui adormecido, despertou, mais ainda, quando numa esquina surge alguém cuja fisionomia, à primeira vista, se aproximava dos teus traços. O coração disparou e fez-me parar. O sentimento, contudo, mudou. Não senti ódio, não senti amor. Não senti saudade mas senti angústia de ver algo que, conscientemente, sei não querer ver, mesmo que a imaginação corra e me leve, por vezes, até esse encontro que não quero que aconteça.

Percebi a vontade e desejo que tenho de esquecimento. Agarro-me à percepção de vida errada para que caminhava. Certeza constante de desconforto e desconexão de vidas. Nem tudo são rosas… e quero esquecer. Porém, sinto-me preso ao que vivi pela memória emocional que não escolhi seleccionar, porém, certo que se escolhesse, sem antevisão do futuro, a escolheria, crente na continuidade do que se crê ser duradoiro no inicio de uma relação. Percebi, de forma clara e inequívoca, a vontade que tenho em lembrar-me, todos os dias, de te esquecer. Se esquecer-te não for possível, lembrar-me-ei de o fazer todos os dias. Até um dia, em que a tua lembrança seja apenas mais uma lembrança recôndita na memória do coração. Não sei o que guardarei de ti: se os momentos bons ou os momentos maus. Porém estou certo que me acompanharás para sempre. Apenas e se necessário, para sempre, me lembrar de te esquecer.



Ainda me sinto estranho quando me perguntam como estou. Digo que sim, estou bem porque afinal não estou mal. Quem não teve um desgosto de amor? Serei ridículo ao sofrer e deixar a mágoa invadir-me por dentro e por fora? Sofrer por quem não merece ou sofrer por mim que sinto ser merecedor mas a vida teima em achar que não, por mim, em vez de mim ou comigo e eu sou o único que não me apercebo…? Começo a ficar cansado de mim e deste estado de espírito enublado em que me encontro mas não sinto escolha nele mesmo. Não sinto escolha na possibilidade do amor errado, não sinto escolha na possibilidade de sofrer ou não sofrer, não sinto escolha num futuro melhor, não sinto escolha…

Têm-me criticado! Alegam que tenho o que quis e posso ter o que quero! E eu só me pergunto (e mais que isso, tento desbravar esse caminho de vida) se realmente assim será. Desligo-me de mim mesmo e olho em redor: tenho a minha vida determinada pela minha vontade, a minha profissão que conscientemente escolhi, o meu trabalho que por sorte (é no que acredito) consegui, a área profissional de eleição, uma em várias, tenho amigos… Mas depois de tudo o que vejo, o que procuro não encontro. Não tenho amor.

Coisas pequenas não são pequenas coisas e é com elas que eu sobrevivo. Não são pequenas coisas e é isso que me faz continuar em frente, dia após dia. E nesses dias é onde encontro coisas pequenas … os jantares com amigos, a palavra da amiga, a mensagem do amigo, o amor-perfeito a crescer no jardim, as conversas e partilhas, mesmo que parvas, os prazeres, mais intelectuais que físicos, retirados da leitura, televisão, computador, ps2… pequenas fogueiras que tentam aquecer o coração.

A todos, a tudo, obrigado pelo esforço. Acredito que um dia conseguirei…

… e uma grande ajuda acabou de regressar: Anatomia de Grey. O que eu gosto desta série! Novos episódios em que chorei e ri, vivi com aquelas personagens as suas vidas, fictícias, mas ainda assim, tão reais e palpáveis. E a propósito, se alguém conhecer um O’Malley eu estou interessado…

PS: Estava já canso da mesma música. Trago uma nova sugestão. Espero que gostem tanto como eu…



Ler um livro é viver uma história que se funde com a nossa vida. Uma historia que dura enquanto durar a leitura. No final, o livro termina mas a vida continua…

Tenho andado ausente do blog e até um pouco da minha vida. Estou a empreender um esforço pessoal para me devolver a mim e à minha vida após o duro golpe que sofri. Se houver certo ou errado no amor, assumo que amei a pessoa errada.

Estou neste momento de férias, com família, numa diversão, por vezes quase forçada, e numa tranquilidade que abunda por estes sítios, aproveitando, ou tentando fazê-lo, nestes dias de calor. É-me por vezes difícil distanciar-me do passado e da dor que ainda sinto… Tenho-me refugiado no que me dá alguma satisfação: amigos, novos e antigos, lindos desconhecidos, passeios e aventuras, musica e leitura…

Terminei hoje um livro, o livro que aqui apresento, que me marcou. Principalmente porque fala de pessoas, mas acima de tudo porque fala de forma nua e crua, da humanidade das pessoas. No seu bom, menos bom e mau que todos temos. Nos que assumimos, escondemos, tememos e enfrentamos e, acima de tudo, nas perspectivas como cada um entende cada qual e com cada qual vive e deixa ser vivido… Senti muito do que li. Li muito do que senti e sinto nestes últimos tempos.

Ficou-me a grande questão: valerá amar e passar por tudo ou viver uma vida sem amar? Seja como for… Carpe Diem!?

Ontem o dia foi difícil. Aliás todo o fim-de-semana foi difícil! Fala quem trabalha indiscriminadamente durante a semana de sete dias… O trabalho não foi fácil, ou seja, não foi mais um dia! Mal tive tempo para comer… Chegar a casa não foi mais fácil. Neste momento é o que tenho – uma casa – apenas isso. Simples paredes vazias e recheadas da minha presença no seu interior, sem vestígios de outrem. É difícil chegar a casa e não ter nada à nossa espera à excepção de uma cama com lençóis frios, não que não saibam bem neste tempo de calor, mas o calor humano e o calor do amor, sabem bem melhor!

Não aguentei e liguei-te. A opressão saudosa do coração levou-me a isso. O que tive de ti foi uma voz distante através do contacto frio e metálico do telemóvel. Mas também distante em sentimentos e afectos me pareces. Dizes não ter paciência, demasiados problemas, até não teres vontade de mim e, por vezes, nem de ti mesmo… Eu percebo! Mas sofro com isso. Sofro com as palavras que racionalmente compreendo mas o coração aperta-se mais um pouco quando as sente na tua boca, mesmo à distância… Acabei por dizer o que não devia. Por vezes não consigo mais manter a minha capa de quem apoia cegamente! Também erro. Mas é um erro por desconhecido, não sei como viver contigo e com o amor que sinto por ti!

Perdi-me nas tuas recordações antes de adormecer. Na última viagem que fizemos apoiei a minha cabeça no teu ombro. Em reposta sincera, eu senti-o, deste-me um beijo no cabelo e deixas-te descansar a tua cabeça sobre a minha… Senti-me feliz nesse momento…

… Preciso de coisas fofas… Valha-me as bolachas com
chocolate…

Estive hoje na formatura dos meus afilhados de faculdade. Para quem não sabe são os estudantes que entram no ano a seguir ao nosso na faculdade, pelo menos na minha ex-escola. É um momento muito emotivo e para mim reflexivo…

… Fiquei a perguntar-me se a vida toma o seu rumo próprio ou se somos nós que damos o próprio rumo à vida! Sei que não chegarei à resposta, motivo pelo qual muitas das vezes não gosto de debater ideias, porém não paro de pensar nisso.

Sou alguém que acredita no fado e no destino encerrado nas coincidentes coincidências da vida. Acredito em algo mais para lá de nós mortais. Acho, por vezes, que somos demais insignificantes na infinitude do universo… Mas nem assim a vida se torna, para mim, mais fácil de encarar e levar!

Sofri desde cedo com o melodrama familiar. Tirei um curso que sabia, à partida não gostar. Em consequência, comecei uma profissão que não gosto. Vivi uma vida na mentira dos outros criando a minha própria mentira na consciente verdade de mim e da minha orientação sexual. Conheci muitas coisas tarde, uma delas, o amor. Quando este surgiu na minha vida, peço mais, não em quantidade mas em qualidade…

Sinto muitas vezes que a vida seria muito mais fácil se colocássemos anúncios em jornais e mediante as respostas escolhíamos a alternativa que mais nos convinha. Que tal: Procura-se a profissão dos meus sonhos?; ou Procura-se a família ideal para adoptar jovem interessado?; ainda Procura-se o amor que me faça feliz todos os dias da minha vida?; ou mesmo Procura-se a vida que sempre quis, se alguém sabe do seu paradeiro é favor de contactar para 9xxxxxxxx!.

Em verdade tenho que assumir que é pouco, muito pouco mesmo, para não dizer nada (pois não gosto de ser radical), aquilo que me arrependo na minha vida. Hoje, tenho a sorte de estar a trabalhar na área que cursei, ao contrário de muitos. Tenho a minha independência completa: financeira, pessoal e intelectual. Continuo a levar com os dramas familiares (há coisas que não mudam nunca). Assumi-me às pessoas que senti necessidade de o fazer. Tenho um namorado. Porém não sou feliz com o rumo da minha vida… Talvez seja eu o eterno descontente. Podem acusar-me disso. Eu próprio me acuso disso por vezes… Mas acabo sempre a pensar: não tenho o direito de ser feliz?



Tantos dias que pensei em ti e no desejo de te ter, comigo, para sempre, mesmo antes de saber que te teria, mesmo antes de te conhecer. Agora tenho-te. Sei o que é sentir-te, tocar-te, beijar-te, ter-te dentro de mim. Sei o que é ser amado por ti, desejado por ti. Agora sei o que é amar, sei o que é sentir-me tão ligado a alguém que a minha vida quase parece depender da tua. Sinto-me existir apenas porque existes e isso basta-me!

Simplesmente Amo-te.

Amo-te na diferença que nos distingue e na igualdade que nos une. Amo-te no verão e no inverso, quando faz sal ou quando chove. Amo-te quando dizes que me amas e amo-te quando o esqueces de dizer por palavras. Amo-te quando és tu mesmo e também te amo quando te esqueces de seres tu mesmo…

Simplesmente Amo-te.

Mas… tenho que te amar na ausência. Tenho que te amar na distância do teu beijo, do teu toque, do teu corpo, do teu perfume, da beleza do teu sexo, da intensidade do teu olhar, das palavras sussurradas ao ouvido… Tenho que te amar sem data e sem prazo, aproveitando de ti, o máximo que consiga, até à próxima vez em que te terei, incerta e longínqua. Tenho que amar-te…

E simplesmente Amo-te porque, hoje, já não sei fazer mais nada a não ser amar-te. E porque se me pergunto se verdadeiramente te amo, a saudade atroz e agudizante que sinto de ti e por ti no meu coração me relembra que sim, sim e sim, intensa e (quase)desesperadamente, todos os dias da minha vida. E por te amar apenas peço forças para conseguir fazê-lo e continuar a fazê-lo na distância que nos separa e, ainda assim, ajudar-te, sempre que precisares e mo permitires fazer…

About this blog

É mais um Blog de um Homossexual que vive (ou tenta viver) a sua vida. Alguém convicto que a orientação sexual não é uma escolha, que não sou diferente e como tal a descriminação não faz sentido... Será que ainda posso acreditar no Pai Natal??!!

Os que andam por aqui...